Diferente da Cohab, vizinhos do Mirante planejam loteamento
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segunda-feira, 03 de setembro de 2001
Maranúbia Barbosa<BR>De Londrina 
Proprietários de áreas rurais vizinhas ao lote de terras conhecido como Mirante do Eldorado, na zona norte de Londrina, têm interesse em pagar pelo asfalto, água encanada e energia elétrica, o que diminuiria os custos de um loteamento popular no local. O Mirante, que engloba uma área de 46 alqueires e pertence à Companhia de Habitação de Londrina (Cohab-LD), será colocado à venda no próximo mês, através de edital de licitação.
Um dos motivos alegados pela direção da companhia para negociar a área seria o custo para levar infra-estrutura até o terreno. Do total, a Cohab pretende comercializar 30 alqueires e reservar 16, onde a prefeitura cultiva uma horta. A cabeceira do lote fica a cerca de dois quilômetros do final da Avenida Saul Elkind.
A pedido da Folha, a construtora londrinense KRB fez um cálculo prévio de quanto custaria o asfalto, meio-fio e galerias pluviais, considerando a distância de dois mil metros da Avenida Saul Elkind até onde começa o Mirante do Eldorado. Segundo o gerente da empresa, José Márcio Miranda, levando-se em conta o preço médio do asfalto, que é de R$ 18,00 o metro quadrado, e a pavimentação de uma pista simples para tráfego pesado (ônibus e caminhões), com nove metros de largura, o investimento seria de R$ 324 mil. Em pista dupla, o valor dobraria, ou seja, seria de R$ 648 mil.
Os custos do meio-fio, de acordo com cálculos do gerente da KRB, poderiam ser de R$ 48 mil. As galerias de águas pluviais custariam algo em torno de R$ 100 mil. O valor total seria de R$ 472 mil, para a pavimentação e instalação de meio-feio e galerias até a entrada do Mirante do Eldorado. Segundo Miranda, todos os custos são para material e mão-de-obra. Entretanto, o gerente esclareceu que o orçamento real é dimensionado e os valores podem oscilar para cima ou para baixo.
O empresário Nilo Dequech, que possui um lote de terras próximo ao Mirante do Eldorado, afirmou que o acesso ao local é o fator que dificulta a instalação de um loteamento popular. Segundo ele, a energia elétrica e a água encanada não representam grandes problemas, já que existem loteamentos de chácaras perto do Mirante que já dispõem dessas benfeitorias. Na opinião do empresário, todos os vizinhos da propriedade da Cohab estariam dispostos a dividir os custos da infra-estrutura, que valorizaria os terrenos daquela região. Dequech, que já foi presidente da Cohab, tem intenção de lotear o seu terreno.


