Depois que o homem começou a domesticar animais, algo que tornasse a convivência entre eles se tornou necessária. Foi aí que a ciência do adestramento entrou em ação, visto que existe uma diferença muito grande entre as duas espécies. Quando nós cumprimentamos as pessoas, por exemplo, é costume chegarmos perto e ficarmos cara a cara com ela. ''Para um cachorro, chegar frente a frente é agressivo. Eles só ficam frente a frente quando querem brigar'', explica o adestrador Luiz Gustavo Frederichi.
Cachorros também não gostam de ser abraçados. ''Se o cachorro não foi bem socializado, bem ensinado, ele provavelmente vai avançar'', alerta. E geralmente, o desejo do dono é dar uma casinha espaçosa para o mascote. Mas o que ele não sabe é que o cachorro precisa apenas de um espaço em que ele possa entrar e se virar. Dessa forma, ele se sente mais protegido.
Certas atitudes caninas não devem ser suprimidas. O melhor é encontrar as causas. Cavar buracos no jardim, por exemplo, é uma atitude natural, mas que pode estar ocorrendo porque o animal está impossibilitado de gastar toda a energia. ''Quando a gente tranca-o no quintal, ele deixa de fazer uma série de coisas que fazia na natureza'', observa. O cão, na natureza, passaria o dia procurando comida. ''Hoje, ele gasta cinco minutos para comer e o resto do dia não tem nada pra fazer. Por isso o cachorro se torna destrutivo, cava buraco, pega roupa do varal.'' (M.F.C.)

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