A desorganização dos arquivos na Secretaria de Obras de Londrina é a razão da diferença no número de autorizações para antenas de telefonia móvel entre a prefeitura e as empresas. O próprio diretor de aprovação de projetos, Ossamu Kaminagakura, assume a deficiência de informações na secretária e acredita que a única solução é a informatização. ‘‘Ainda estamos na Era Jurássica’’, resumiu o secretário Luiz Carlos Bracarense.
Em reportagem divulgada pela Folha no dia 6 de maio, Kaminagakura afirmou que 27 das 56 torres e microcélulas, conhecidas como estações radiobase (erbs), não têm alvará de construção. Esta quantidade equivale a 48,2% de todas as erbs instaladas na cidade. Na semana passada, o vice-presidente da Global Telecom, Sávio Bloomfield, enviou à reportagem uma cópia dos alvarás e a licença para funcionamento de cada uma das 14 erbs que possui em Londrina. ‘‘Desde o final de março, estamos pedindo às empresas que nos enviem esses documentos’’, justificou Kaminagakura.
De acordo com o diretor de aprovação de projetos, é possível que a cópia desses alvarás esteja perdida no arquivo de um outro setor da secretaria. Segundo ele, a morosidade no trabalho e a insuficiência de informações são os maiores prejuízos do arquivo manual. ‘‘Já mostramos à administração a necessidade da modernização e, por enquanto, esperamos uma resposta.’’
Os números da prefeitura em relação aos alvarás da Sercomtel Celular e à Global Village Telecom (GVT) também estão defasados. Para o município, a estatal opera apenas 20 das 37 erbs instaladas e a GVT quatro das cinco existentes. ‘‘A falta de uma legislação específica também colabora para a falta de fiscalização.’’

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