Professores e funcionários da Universidade Estadual de Maringá (UEM) aprovaram ontem em assembléia a continuidade da greve por 721 votos a favor e 638 – diferença de 83 vitis – pela suspensão do movimento.
A paralisação da UEM completa hoje 35 dias e o vestibular da instituição, marcado para o período de 16 a 19 de julho, está comprometido.
Depois da votação, o comando de greve decidiu pedir através dos sindicatos das categorias, ‘‘com apoio da reitoria’’, a liberação dos recursos destinados à instituição pela via judicial.
O governo não liberou os recursos referentes ao mês de junho por causa da paralisação.
Para driblar a falta de recursos, o ‘‘fundo de greve’’ conseguiu junto à Sanepar e à Copel a religação do fornecimento de água e energia aos servidores inadimplentes.
O fundo está também fornecendo cestas básicas aos trabalhadores que recebem salários mais baixos. Para os coordenadores das entidades que representam as categorias, a decisão da assembléia vai obrigar o governo a mudar de postura.
‘‘Queremos negociar com o governador. O que aconteceu até agora mostra que o diálogo com secretários não evoluiu’’, afirmou o professor Sidnei Munhoz, do comando de greve.
Ele lembrou que o movimento tem o apoio da comunidade, que anteontem se reuniu com os grevistas para intermediar a abertura de um canal de negociação com o governo.
‘‘A falta de reajuste é uma sangria de R$ 34 milhões por ano na economia de Maringᒒ, compara Munhoz. Para o presidente da Associação dos Docentes da UEM, Angelo Priori, a continuidade da greve vai levar o governo a ‘‘radicalizar’’.
Angelo Priori disse que a reunião de anteontem, realizada em Curitiba, havia definido uma pauta de negociações, que poderá ser colocada de lado com a manutenção do movimento.

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