Curitiba - O policiamento nos pontos mais movimentados de Curitiba está sendo reforçado diariamente, das 14 às 23 horas, até 24 de dezembro. O reforço no policiamento se deve ao aumento tradicional das horas no expediente do comércio local na época de feriado de Natal. Depois do meio-dia, os policiais que trabalhavam apenas dentro dos quarteis saem para compor o efetivo nas ruas. Em Londrina, a chamada Operação Natal começa nesta segunda-feira, quando o comércio passa a ficar aberto até as 22 horas.
''Já estão ocorrendo várias operações de reforço e abordagem na cidade'', conta o comandante do Policiamento da Capital, coronel Jorge Costa Filho. O reforço começou no dia 2 deste mês e já foi notado por alguns comerciantes na região central de Curitiba.
''Ficamos abertos todas as noites agora, mas de manhã, há cerca de cinco meses, fomos assaltados. Isso porque estamos a 50 metros do módulo policial. Um funcionário foi dominado na entrada e o ladrão entrou. Mas agora é visível que aumentou o número de policiais'', diz a gerente de uma loja de calçados da Rua XV, Marli de Andrade, 41 anos.
Apesar do reforço do policiamento, a PM orienta que a população não deixe de se prevenir, tomando alguns cuidados que podem evitar qualquer transtorno. ''As pessoas devem separar o dinheiro em vários bolsos. As mulheres podem usar a bolsa mais na frente do corpo e todos devem utilizar mais cartões de créditos, além de sacar valores menores sempre'', aconselha Costa Filho.
O número de policiais que reforçam a segurança não foi divulgado pela PM. A Região Metropolitana de Curitiba está sendo contemplada pelo aumento de efetivo temporário assim como os bairros mais movimentados da Capital.
Mais 100 policiais vão reforçar o policiamento ostensivo de Londrina a partir de segunda-feira, quando o comércio começa a funcionar em horário especial de final de ano. Segundo o porta-voz da Polícia Militar, tenente Ricardo Eguedis, além da maior presença de policiais em vários pontos de maior fluxo de pessoas no centro e bairros, ações de inteligência vão incrementar a segurança.
De acordo com Eguedis, os policiais que vão reforçar o policiamento são do curso de formação de sargentos e trabalharão em escalas diferenciadas. ''Modificamos a escala de férias porque sabemos que o fluxo de pessoas na cidade é maior'', afirma. Aos comerciantes, o porta-voz orienta que reforcem o sistema de segurança monitorado, contratem guarda, melhorem a iluminação e não acumulem dinheiro nos caixas. Outra recomendação é não deixar o automóvel estacionado em local escuro e de pouco movimento.

Ter­mi­nais ga­nham no­vas câ­me­ras
  A se­gu­ran­ça tam­bém es­tá sen­do re­for­ça­da no Ter­mi­nal Ur­ba­no de Lon­dri­na com a ins­ta­la­ção de ­seis no­vas câ­me­ras, que de­vem co­me­çar a fun­cio­nar a par­tir da pró­xi­ma ter­ça-fei­ra. Com es­tas, so­be pa­ra 70 o nú­me­ro de câ­me­ras exis­ten­tes no lo­cal. Os equi­pa­men­tos es­tão sen­do ins­ta­la­dos na par­te ex­ter­na, na Rua Ben­ja­min Cons­tant, en­tre as es­qui­nas da Rua Pro­fes­sor ­João Cân­di­do e Ave­ni­da São Pau­lo. Se­gun­do o che­fe de se­gu­ran­ça do Ter­mi­nal Ur­ba­no, Djal­ma An­tô­nio San­tos, os equi­pa­men­tos ­irão mo­ni­to­rar os usuá­rios que dei­xam o pré­dio. ‘‘Com as no­vas câ­me­ras, ape­nas os ba­nhei­ros não se­rão mo­ni­to­ra­dos ’’, in­for­ma.
  De acor­do com San­tos, ­além das câ­me­ras, cin­co se­gu­ran­ças e um sol­da­do da Po­lí­cia Mi­li­tar in­te­gram o es­que­ma de se­gu­ran­ça im­plan­ta­do no Ter­mi­nal em ju­lho de 2007. ‘‘Des­de que o es­que­ma foi im­plan­ta­do o nú­me­ro de fur­tos, rou­bos e ­atos de van­da­lis­mo re­du­ziu em 98%’’, apon­ta o che­fe de se­gu­ran­ça. As ocor­rên­cias que as câ­me­ras ­mais fla­gram são dis­cus­sões en­tre usuá­rios. ‘‘São si­tua­ções que não têm co­mo pre­ver. Quan­do ocor­rem, con­du­zi­mos as pes­soas até a sa­la de mo­ni­to­ra­men­to pa­ra que as par­tes se ­entendam’’, ex­pli­ca.
  Du­ran­te o dia, o tra­ba­lho dos se­gu­ran­ças tem si­do tam­bém o de aju­dar a man­ter o bom fun­cio­na­men­to do lo­cal. ‘‘Orien­ta­mos as pes­soas e aju­da­mos ca­dei­ran­tes, ido­sos, se­nho­ras com sa­co­las e crian­ças no em­bar­que e ­desembarque’’, afir­ma San­tos. Ele tam­bém rea­li­za um tra­ba­lho diá­rio nos co­le­ti­vos de ­maior mo­vi­men­to orien­tan­do so­bre a ­ação dos ‘‘ba­te­do­res de ­carteira’’.
  A vi­gi­lân­cia cons­tan­te agra­da os usuá­rios. ‘‘Sin­to-me se­gu­ra. ­Acho in­te­res­san­te re­for­çar a se­gu­ran­ça com ­mais ­câmeras’’, opi­na a es­tu­dan­te Bru­na Apa­re­ci­da Mo­rai­ze, que pas­sa pe­lo Ter­mi­nal pe­lo me­nos ­duas ve­zes por dia. ‘‘É um in­ves­ti­men­to vá­li­do. Vou me sen­tir ­mais ­seguro’’, acres­cen­ta o gar­çom Pe­dro Hen­ri­que dos San­tos. (C.V.)

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