Curitiba
A diarista Maria Marlene Leandro, de 18 anos, foi presa acusada de enterrar viva a própria filha Alessandra Cristina Leandro, de um ano e quatro meses. A criança morreu sufocada. Em depoimento à polícia, Marlene confessou o crime. Ontem, à Agência Folha, ela negou. ‘‘Se eu quisesse matar, teria abortado’’, disse. Marlene está presa.
O crime aconteceu em Curitiba no sábado. O corpo da criança foi encontrado pelo irmão de Marlene, João Leandro Batista, no quintal da casa em que eles moram. Primeiro, a diarista contou que ficou desacordada depois de levar uma paulada na cabeça dada por sua mãe. Quando acordou, a criança havia desaparecido.
De acordo com o Instituto Médico Legal (IML), o exame de corpo de delito não confirmou a existência de nenhuma lesão na cabeça de Marlene. ‘‘Isso aí eu desmenti. Na hora da raiva eu falei isso’’, disse Marlene. A diarista disse que estava na casa do pai na hora do crime. ‘‘Isso é novidade, em nenhum momento ela falou que estava na casa do pai’’, afirmou a delegada Delair Ribeiro Manfron, que investiga o caso.
Na confissão à polícia, Marlene diz que matou a filha pois não tinha condições de criá-la. Ela é mãe solteira. Diz que conhece o pai da garota, mas que ele não ajuda na criação da criança. No depoimento, a diarista diz que abriu a cova no quintal e colocou a criança ainda viva.
O irmão de Marlene chegou cerca de 40 minutos depois. Desconfiado da história da irmã - de que a criança tinha desaparecido -, foi ao quintal e descobriu a cova com a sobrinha enterrada.
A delegada diz que prendeu Marlene com base na sua confissão e no depoimento do irmão, da mãe e de três vizinhos da família. Uma vizinha da acusada, que também prestou depoimento, disse que a avó da criança correu para a rua e, gritando, dizia que a filha matara sua neta e pedia dinheiro a quem passasse para ajudar no enterro de Alessandra. ‘‘A Marlene matou a Alessandrinha, ela está indo para o céu’’, dizia a avó.

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