Marilândia do Sul - No Colégio Estadual Padre Ângelo Casagrande, em Marilândia do Sul, a manhã foi de muita conversa com as turmas do 8º e 9º anos do ensino fundamental e com os estudantes do ensino médio. Estudavam no local o adolescente que confessou o crime e o primo de 11 anos morto na noite de quinta-feira. Professores, representantes da escola, o pai de um dos alunos e um policial militar da Patrulha Escolar participaram do debate. "Estamos todos em choque. O adolescente sempre foi um aluno muito calado, de poucos amigos, de conversas estranhas sobre morte... Ele nunca agrediu professores e colegas. Ele não é o único aluno nosso em tratamento psiquiátrico. A escola pública hoje é uma escola de inclusão", explicou o diretor Ivonei Gomes da Silva.
Ao saber do crime na última sexta-feira, muitos pais foram até o colégio para buscar os filhos. O adolescente havia levado uma arma na mochila. "Os alunos estavam com muitas dúvidas sobre como são esses transtornos, o que vai acontecer daqui em diante com ele e quando ele deve sair da prisão", afirmou o cabo da Polícia Militar, Luiz Fernando Martins.
Nesta semana, foi agendada uma reunião com representantes do Conselho Escolar, da Patrulha Escolar e do Grêmio Estudantil para discutir a implantação de projetos que envolvam toda a comunidade.(V.C.)

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