Diálogo é a palavra-chave
O diálogo é a forma mais utilizada pela dentista Martha e o empresário Emersson Fransson para educar as filhas Myriam e Suzana. Com personalidades e idades diferentes, respectivamente 10 e 6 anos, as meninas exigem que os pais ajam conforme a necessidade de cada uma quando o assunto é correção. ''Procuramos conduzir conversando com elas, explicando o porquê do não'', conta a mãe.
Quando há desobediência, o casal interfere limitando passeio ou tirando algo que elas gostem de fazer, mostrando que todas as atitudes delas têm alguma consequência. Martha relata que ela e o esposo começam a corrigir de forma mais branda, conversando, mas a medida que a desobediência vai aumentando, também graduam as correções. ''Não é fácil educar. Acredito que para cumprir bem esta tarefa no mundo de hoje é fundamental pedir sabedoria do alto'', completa.
De acordo com a dentista, em nenhuma situação foi preciso gritar com as filhas, colocá-las de castigo no quarto ou até mesmo bater. Ela conta também que quando erram com as meninas, sabem reconhecer e pedir perdão. Os pais também têm o hábito de elogiar as filhas quando fazem algo bem feito.
Para a professora Cláudia (nome fictício), lidar com a mudança de comportamento do filho foi muito difícil. O garoto, que sempre teve comportamento adequado, começou a ficar agressivo entre 10 e 11 anos e não queria ir ao colégio. ''Adotamos a estratégia de tirar o videogame ou o futebol quando ele não queria ir à escola e explicávamos que aquilo estava acontecendo porque não estava cumprindo com as suas obrigações, mas a situação ficou insustentável'', conta.
Quando perceberam que não dariam conta de lidar com o filho, os pais buscaram tratamento com uma neuropsicóloga que acompanhou o garoto por um ano. Segundo a mãe, algumas vezes o menino relutava e chorava para não ir às sessões. ''Persistimos e aprendemos que embora seja difícil ver o filho sofrer, às vezes é necessário'', reconhece Cláudia. Ela completa que hoje, aos 12 anos, o garoto está bem. (A.V.)





