Curitiba - A Associação de Magistrados do Paraná (Amapar) pretende fazer um levantamento da condição real de trabalho da magistratura paranaense. A entidade distribuiu um questionário aos juízes para identificar as condições físicas e de recursos humanos, além do relacionamento com advogados. O resultado do ''Diagnóstico da Magistratura Paranaense'' deverá ser conhecido em abril.
Kfouri lembrou que no final de 2007, a Seccional Paranaense da Ordem dos Advogados do Brasil (OAB-PR) divulgou um diagnóstico do Judiciário do Estado. Oito mil advogados foram entrevistados e, segundo a OAB-PR, o nível de insatisfação com algumas atividades do Judiciário foi elevado.
No entanto, Kfouri entendeu que esse levantamento não levou em consideração a falta de estrutura. O que se pretende, agora, segundo ele, é, justamente, identificar as deficiências em cada comarca e respectivas varas. ''As questões no tocante a material e edificação, ainda são contornáveis. Esse aspecto da necessidade da estrutura mínima de apoio ao juiz, como garantia de maior produtividade, maior celeridade na prestação jurisdicional, rapidez na solução dos processos, isso é imprescindível'', reforçou o desembargador.
No mês passado, a Corregedoria Geral de Justiça do Estado do Paraná publicou um provimento (nº 140) propondo a padronização dos serviços dos cartórios judiciais. O documento assinado pelo corregedor-geral, desembargador Leonardo Lustosa, estabelece que os escrivães deverão observar os requisitos mínimos de estrutura para o funcionamento das varas. Esses requisitos serão definidos pela própria Corregedoria após o ''monitoramento de varas''. Assim que forem estabelecidas as regras, os escrivães terão prazo de 90 dias para providenciarem as adequações.(A.L.)

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