Diabéticos reclamam da falta de medicamentos
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quarta-feira, 19 de março de 2003
Chiara Papali<br>Reportagem Local 
Pacientes diabéticos de Londrina estão cobrando o cumprimento de uma lei municipal, aprovada no ano passado, que determina a distribuição de insulina, seringas e fitas reagentes que medem o nível de glicose no sangue. De acordo com um dos pacientes, Fernando Favareto Silvério, de 26 anos, a secretaria de Saúde não iniciou a distribuição das fitas reagentes. Segundo ele, a seringa que vem sendo distribuída nos últimos quatro meses não é a adequada para a aplicação de insulina, mas a usada para aplicação de vacinas.
Ele denunciou ainda que só está disponível para distribuição um tipo de insulina, a NPH, de ação mais demorada. Os diabéticos do tipo 2 precisam de insulina diariamente para que não venham a ter problemas futuros de visão, de circulação e complicações renais, entre outros. ''Eu, por exemplo, preciso de dois tipos de insulina, a NPH e a regular, e tenho que arcar com esse custo'', disse. A insulina custa cerca de R$ 65,00 e dura um mês.
Para outro paciente, Ricardo da Silva, 26 anos, a situação é grave. ''A gente costuma cortar a fita reagente no meio para 'render' mais exames e usa a seringa três ou quatro vezes.'' Ele disse que uma caixa com 25 unidades de fita, que pode durar de uma a duas semanas dependendo do paciente, custa cerca de R$ 50,00.
A diretora de Ações em Saúde, Brígida Gimenez Carvalho, informou que um atraso na licitação para a compra dos medicamentos causou o transtorno. Até o final da semana, segundo ela, a seringa própria para insulina poderá ser retirada nos postos de saúde, e os dois tipos de insulina e a fita reagente estarão disponíveis na farmácia da Vila da Saúde.


