Em dez anos, o número de diabéticos em todo o mundo deve passar dos atuais 150 milhões para 240 milhões, segundo a Organização Mundial de Saúde (OMS). O sedentarismo, obesidade e alimentação incorreta serão os principais motivos do crescimento.
Hoje, no Brasil, cinco milhões de pessoas têm a doença, na faixa dos 30 a 70 anos. Mas o número total de doentes é ainda maior, já que acredita-se que para cada diabético, existe um que não sabe que tem a doença. As crianças e os adolescentes também não estão livres do diabetes. Segundo o endocrinologista pediátrico Mauro Scharf Pinto, a cada dez adultos diabéticos, há uma criança com a doença.
A grande preocupação dos médicos é evitar as complicações da doença, como cegueira, insuficiência renal, doenças cardíacas e amputações. O diabetes é a segunda maior causa de amputações e cegueira no mundo.
O Centro de Diabetes de Curitiba - inédito na América Latina - quer educar pacientes, familiares e outros profissionais da saúde para evitar as complicações e garantir qualidade de vida aos diabéticos. O centro foi inaugurado no dia 27 e tem parceria com uma das maiores instituições especializadas em diabetes do mundo, em Minneapolis (EUA).
O centro tem como objetivo abandonar o tratamento convencional (feito apenas pelo médico) e partir para um atendimento multidisciplinar. A equipe é composta por médicos, nutricionistas, enfermeiras e um podólogo. ‘‘No tratamento convencional, o médico faz o papel de nutricionista e da enfermagem’’, afirmou a endocrinologista Rosa Maria de Abreu Vargas.
As enfermeiras têm a função de educar os pacientes e torná-los capazes de cuidar de si mesmos, o podólogo ensina o diabético a evitar feridas nos pés, que podem se tornar graves, e a nutricionista prescreve dietas, só que de uma maneira diferente.
O paciente aprende a montar corretamente seu prato de comida, usando réplicas de alimentos feitas de silicone. O diabético compõe os pratos e visualiza o tamanho das porções e a substituição de alimentos.

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