Alimentação balanceada, exercícios físicos, check-up. Os cuidados com os humanos se estendem aos animais e ajudam a evitar e a diagnosticar precocemente diversas doenças. Uma delas é o diabetes, que também pode atingir cães e gatos.
De acordo com o veterinário Marcelo de Souza Zanutto, professor-adjunto do Departamento de Clínicas Veterinárias da Universidade Estadual de Londrina (UEL), nos cães a doença conta com um fator genético, por isso algumas raças são mais predispostas a sofrer da enfermidade, como poodles e rottweilers. ''Em relação aos gatos, por enquanto, não há nada comprovado neste sentido'', atesta.
Além da genética, obesidade e inflamação no pâncreas - órgão responsável pela produção da insulina e de enzimas da digestão - também podem causar a doença. No caso das cadelas, um hormônio secretado logo após o cio causa resistência à insulina, o que pode levar ao diabetes. No caso das gatas, o problema ocorre quando o animal recebe as injeções anticoncepcionais, que causam o mesmo problema.
Como as causas da doença em cada espécie são diferentes, o tratamento também é diferenciado. ''O cão diabético vai tomar insulina para o resto da vida. Entre os gatos existe uma pequena parcela que pode não precisar de insulina, mas a maior parte, quando chega ao veterinário, vai precisar do hormônio. Depois que a taxa de glicemia abaixa, o animal pode voltar a produzir insulina'', explica Zanutto. Por isso, o monitoramento dos gatos diabéticos deve ser mais sistemático.
Os sintomas de diabetes nos animais são semelhantes aos humanos: eles passam a tomar muito mais água, urinam em excesso, comem muito e mesmo assim perdem peso. ''É importante se atentar ao fator temperatura, no calor todos tomam muita água, mas o aumento é significativo, o animal chega a secar a vasilha. Nesse ponto, os animais que ficam somente em casa ou moram em apartamento são mais fáceis de serem monitorados'', pontua o veterinário.
O pet que não é levado a tempo ao veterinário apresenta uma evolução importante da doença. Como o organismo não consegue usar a glicose, passa a tirar energia das gorduras e proteínas. Essa quebra de gordura resulta na produção de ácidos, cujo acúmulo no sangue causa um quadro grave. O animal apresenta vômitos, para de comer, não bebe mais tanta água e, como continua urinando muito, acaba desidratado. Deve se socorrido rapidamente e precisa ficar internado para se recuperar. Em quadros muito graves pode ir a óbito.

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