Dia Sem Tabaco
alerta para
risco de câncer
Eliane Eme Sato
O jovem é o alvo da campanha deste ano do Dia Mundial Sem Tabaco, que será comemorado amanhã. É cada vez maior o número de crianças e jovens adeptos do cigarro, segundo a coordenadora do Centro de Projetos de Ensino e Pesquisa da Liga Paranaense de Combate ao Câncer (Cepep), Rosane Johnsson. Não há estimativas do número de jovens fumantes em Curitiba, mas, segundo a oncologista Johnsson, 3,5 milhões de pessoas entre 5 e 19 anos fumam hoje no Brasil.
Se uma criança começa a fumar aos 12 anos, independente do número de cigarros, aos 20 anos ela tem até 36% de risco de contrair câncer de boca e de garganta, diz Rosane.
O Hospital Erasto Gaertner, em Curitiba, referência no tratamento de câncer no País, registra um aumento anual médio de 5% de casos de câncer. Só no ano passado, o hospital atendeu cerca de 3,2 mil novos casos, dos quais 5% nos brônquios e pulmões. O câncer de colo de útero foi o mais frequente, representando 14,1% do total, seguido do câncer de pele (13,9%), de mama (13,1%) e do esôfago (5,9%).
O cigarro não provoca apenas câncer de boca, pulmão e brônquios, mas é responsável também pelo de laringe, do esôfago, do estômago, do colo de útero e de bexiga. Segundo Rosane, o cigarro provoca 30% dos casos de câncer no País, que em 97 matou 3,5 milhões de pessoas.
As vítimas têm buscado mais cedo o tratamento, aumentando as chances de cura. No Erasto Gaertner, a taxa global de cura é de 58% dos pacientes. Em média, a sobrevida dos pacientes é de cinco anos completamente livres de doença; de 83,5% no estágio um da doença; 66,1% no segundo estágio, 39,3% no terceiro e 21,8% no quarto.

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