Dia Sem Carro em Curitiba e Foz
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terça-feira, 22 de setembro de 2009
Diogo Cavazotti<BR>Equipe da Folha 
Curitiba - O vendedor Alceu Coradassi passou a terça-feira sem tocar no carro. Para ir do bairro São Lourenço até o Centro, pegou o transporte público. Ele aderiu ao movimento Dia Mundial Sem Carro, realizado em Curitiba. No Paraná, apenas Foz do Iguaçu (Oeste) também realizou a campanha.
''Seria melhor que fosse sempre assim. Apenas um dia não vai adiantar, mas ajuda um pouco'', opina Coradassi. Ele acredita que a campanha surtiu efeito e boa parte dos curitibanos saiu de casa sem o veículo próprio. Já o taxista Erivaldo Felipe acha o contrário. ''As ruas estão iguais, com a mesma quantidade de carros. O movimento de clientes aqui no táxi não aumentou'', reclama.
Em 15 ruas da cidade foi proibida a passagem de carros. Apenas ônibus e táxis eram autorizados a percorrer os trajetos. Esses espaços foram utilizados para que a prefeitura realizasse uma pesquisa com o chamado ''ciclotáxi''. Trata-se de um carrinho com capacidade para duas pessoas, acoplado em uma bicicleta. Para percorrer um quilômetro era cobrado R$ 0,50, menos da metade do vale-transporte, que custa R$ 2,20 na Capital.
Em Foz do Iguaçu, uma das principais avenidas foi bloqueada para incentivar o público a participar da campanha. Segundo a prefeitura, parte da população aderiu; os demais resolveram o problema utilizando rotas alternativas.
O número de veículos em Curitiba passou de 684 mil, em 1999, para quase 1,100 milhão, em 2008. Nesse período, a população estimada passou de 1.578.396 para 1.828.092 habitantes. Em uma década, a frota de automóveis aumentou 60%, enquanto a população cresceu 15,8%.


