Lúcio Horta
De Londrina
Um verdadeiro batalhão de homens fardados, com viaturas, armas, sirenes e as inconfundíveis luzes do ‘‘giroflex’’ marcaram, na manhã de ontem, o lançamento de um arrastão policial pelas ruas de Londrina. A operação conjunta entre as polícias Civil e Militar foi lançada na Praça dos Três Poderes, na prefeitura, com a presença do secretário de Segurança do Estado, Cândido Martins de Oliveira, do delegado-geral da Polícia Civil, Ricardo Noronha, prefeito Antonio Belinati (PFL), delegado-chefe da 10ª Subdivisão Policial, Wanderci Corral Fernandes, e comandante do 5º Batalhão da Polícia Militar, Sílvio José Mazalotti de Araújo.
Cerca de 100 agentes da Polícia Civil e outros 60 da Militar participaram da operação, incluindo policiais e delegados das subdivisões de 17 cidades da região, além de uma equipe do Cope, de Curitiba. Os grupos de policiais saíram da prefeitura e se espalharam por todas as regiões da cidade, promovendo arrastões em praças, bares, favelas e avenidas com maior incidência de crimes, além de bloqueios de rodovias de acesso à cidade. O objetivo, segundo o delegado Noronha, era promover ao mesmo tempo exercício de mobilização e trabalho de prevenção ao crime.
‘‘É uma integração. Hoje estamos estabelecendo uma nova cultura de trabalho, uma nova metodologia operacional, para mostrar que a Polícia Militar pode otimizar recursos’’, explicou o delegado-geral. ‘‘Vamos mostrar que podemos mobilizar, rapidamente, 100 homens em Londrina.’’ O secretário Cândido Martins de Oliveira destacou que a operação não tem nada a ver com a campanha ‘‘Londrina exige o fim da violência’’, desenvolvida na cidade por diversas associações de classe e imprensa local. ‘‘Até há uma coincidência. Mas esse trabalho não é motivado pela campanha’’, afirmou.
A expectativa, antes do início do trabalho, era conseguir com o arrastão reprimir o tráfico de drogas, porte de arma ilegal e dificultar a entrada de assaltantes e a saída de foragidos da cidade. Além disso, acrescentou Ricardo Noronha, mostrar à população um ‘‘novo tom’’ na área de segurança pública. ‘‘Essa é a diretriz da Secretaria de Segurança: alterar o sistema que vem de anos e que o criminoso conhece e que o povo não quer’’, avaliou.
Ele disse também que o trabalho, que começou com os policiais de Londrina e cidades vizinhas, vai ser estendido para outras regiões do Estado, até que seja possível futuramente mobilizar toda a corporação do Paraná. ‘‘Vamos mostrar que, mesmo com um contingente pequeno, é possível fazer um trabalho sério. Disposição e planejamento com inteligência trarão resultados’’, assegurou.
O delegado-geral ponderou ainda que, para o trabalho ter sucesso, é fundamental o apoio da população, incluindo entidades de classe, clubes de serviço e imprensa. ‘‘Que seja feito um mutirão, sem interesses políticos.
No início da noite de ontem, o delegado-chefe da 10ª Subdivisão Policial, Wanderci Corral Fernandes, informou que ainda não dispunha dos números finais da operação em Londrina. A quantidade de pessoas presas e de armas apreendidas, segundo Wanderci, será divulgada somente hoje.Operação envolvendo agentes da PC e soldados da PM foi lançada em Londrina
Paulo WolfgangMOVIMENTAÇÃOGrupo de policiais ontem de manhã em bar dos Cinco Conjuntos, na zona norte de Londrina: arrastão das polícias Civil e MilitarPaulo WolfgangLançamento da operação na Praça dos Três Poderes, ontem de manhã

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