Painéis, palestras, demonstrações e estandes com atividades diversas no Calçadão e na Praça Floriano Peixoto marcaram o Dia Mundial do Meio Ambiente, comemorado ontem, em Londrina. Este ano, foi dada uma ênfase maior à questão do aquecimento global. O evento foi um trabalho conjunto entre as secretarias municipal e estadual do Ambiente e outras entidades e instituições, como 17 Regional de Saúde, Força Verde, Instituto Ambiental do Paraná (IAP), Secretaria de Estado da Agricultura, Núcleo Regional de Ensino, Sesc, escolas estaduais, Copel, Sanepar, Unimed, Unifil e outros. Atividades especiais para crianças, como Biblioteca Móvel Ambiental, apresentações de teatro, pintura e cama elástica atraíram a atenção e incentivaram a participação também desse público mais jovem.
''Queremos alertar as pessoas a respeito da importância de se preservar o ambiente, discutir os problemas e mostrar o que vem sendo feito a esse respeito, chamando a população para também fazer a sua parte'', afirmou Gérson da Silva, secretário municipal do Ambiente.
O secretário lembrou que o aquecimento global já pode ser sentido pelos londrinenses, com os dias cada vez mais quentes, invernos mais rigorosos e maior incidência de tempestades. ''Além disso, o desequilíbrio ambiental é responsável pelo problema das pombas na cidade'', ressaltou. Para ele, porém, a população local tem se empenhado cada vez mais nessa questão. ''As pessoas têm plantado árvores nos bairros, só este ano já distribuímos mais de 6 mil mudas. Observamos também um aumento na reciclagem realizada pela coleta seletiva e um índice de destinação adequada dos pneus usados que chega a 97%'', relatou.
O evento também mostrou que a questão incide diretamente na saúde das pessoas. ''Quanto mais se desmata, maior a ocorrência da leishmaniose. Só no ano passado registramos 61 casos da doença'', informou a agente de saúde Miriam Piquina, do controle de endemias do município, acrescentando que não invadir o espaço natural dos insetos e animais também reduziria a incidência de acidentes com animais peçonhentos, como cobras. ''Preservar o ambiente evita uma série de doenças e propagação de pragas'', complementou o diretor da 17 Regional de Saúde, Adilson Castro.
Preocupadas com o próprio futuro, as estudantes Inamar Ferreira, 10 anos, e Jeane Marcelo, 11 anos, já têm na ponta da língua as razões para cuidar do mundo em que vivem: ''Se não cuidarmos da natureza, um dia vamos ter que pagar muito caro por um litro de água, morar em um lugar seco, sem saúde, e aí a gente morre'', afirmaram, acrescentando que já tomam algumas medidas para preservar o ambiente, como reciclar o lixo, aguar as plantas e economizar no chuveiro com banhos mais curtos.
Já o motorista Waldir Rodrigues da Silva percebeu que a preservação ambiental também pode fazer bem ao próprio bolso. ''Fechar as torneiras é uma forma de economizar e ao mesmo tempo colaborar com o meio ambiente. Assim eu saio ganhando duas vezes'', concluiu.
As atividades relativas ao Dia Mundial do Meio Ambiente continuam no decorrer da semana. Hoje, a Biblioteca Móvel Ambiental vai estar no Sesc Aeroporto. Amanhã, a Secretaria Municipal do Ambiente vai participar do Dia da Bondade, no Super Muffato da avenida Tiradentes, distribuindo mudas de plantas à população. De quinta a domingo, haverá atividades relativas à questão do aquecimento global durante a I Expo Japão, na Associação Cultural e Esportiva de Londrina (Acel).

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