DIA MUNDIAL - HU apresenta técnicas utilizadas na UTI
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quinta-feira, 17 de novembro de 2016
Vítor Ogawa<br>Reportagem Local 

A técnica da mãe-canguru é apenas uma das várias utilizadas no ambiente da UTI Neonatal do Hospital Universitário de Londrina e que foram tema de uma exposição de fotografias realizada nesta quarta-feira (16), no saguão do hospital. A ação foi em comemoração ao Dia Mundial do Bebê Prematuro. Os pacientes e visitantes, além dos funcionários do HU, puderem saber mais sobre a rede, um artifício que substitui a presença da mãe e proporciona ao bebê sensação de proteção, acalanto e tranquilidade; o banho em balde (também chamado de ofurô), com água em temperatura equivalente a de barriga da mãe (37°C), que dá a sensação de relaxamento e trabalha com a musculatura do bebê; e a hidroterapia, que precisa ser realizada por um fisioterapeuta habilitado.

As mães presentes ao evento do HU relatam que as técnicas demonstradas na exposição de fotografias são muito eficazes. Micheli Virgínia da Silva, 26 anos, relata que descobriu que estava com bradicardia- frequência cardíaca lenta, quando teve de fazer a cesárea de urgência. "O Heitor Samuel nasceu com 995 gramas e foi bem difícil para mim porque eu não tinha noção do que era uma UTI de criança e ele não sabia respirar sozinho. Fui pegá-lo pela primeira vez apenas com 17 dias de vida. Aí eu ficava até 3 horas com ele fazendo canguru", relata a jovem. "As enfermeiras falavam que quando ele voltava para a incubadora ele mudava, ficava agitado", destacou. Ela disse que só tem a agradecer por tudo ter dado certo. "Hoje ele é um guerreiro. Um vencedor", afirmou. O menino está com nove meses de vida.
O casal Ana Flávia e Renan Berbert Tamarozzi foi à exposição a convite do HU porque também teve uma filha prematura, Yasmin Tamarozzi Berbert, que hoje está com 5 meses de vida. Ela nasceu com 31 semanas e cinco dias, quando Ana apresentou uma crise de pressão alta e teve que realizar o parto. "Para mim foi um baque; felizmente o parto correu bem, mas ela ficou 28 dias internada na UTI Neonatal", relata. "Foram dias complicados. Quando um bebe é prematuro ele é tão frágil que a gente tem medo de pegar. Com o tempo aprendemos a técnica do canguru. Ela ouvia a minha voz e se acalmava. Outra técnica aplicada nela foi o banho de balde. Ela relaxou bastante quando foi feito isso. Ela até dormia", relembra. A técnica do canguru permitiu que Renan também acolhesse a filha no colo.
Já Flávia Andressa Carvalho Mota recebeu a notícia de que estava com pré- eclâmpsia grave. "Falaram que iriam me salvar, mas que não tinham certeza se conseguiriam salvar o bebê", ressaltou. O parto foi um sucesso e ela se tornou mãe de Alice, que nasceu com 29 semanas de vida e hoje está com oito meses. "Foi difícil. Ela ficou 51 dias na UTI. Ir embora e chegar em casa com o quarto montado sem poder estar com ela foi a pior sensação. Levei 25 dias para poder aplicar a técnica de mãe canguru e foi a que deu mais certo. Quando ela estava resmungando, eu a pegava e ela dormia a tarde inteira", relembrou. Emocionada, declarou que hoje, ao ver a filha com saúde, tem certeza de tudo valeu a pena. "Minha grande satisfação foi ter levado ela embora do hospital", conclui.


