Se a figura dos festeiros é importante, não menos é a dos voluntários. A maioria deles vindo de outras cidades. Os irmãos Ronei e Itarlei Bernardes que o digam. Nascidos em Ribeirão do Pinhal, mas morando há muito anos em Campinas (São Paulo), não deixam de prestigiar e ajudar o grande dia de Santo Reis. ''Estou aqui desde o dia 30 na cidade. Venho sempre que posso. É uma alegria muito grande reunir com os amigos que, na verdade, acabam sendo da família'', conta Ronei, que cuidava dos tachos de comida desde a manhã.
Se alguns homens lideravam o fogo, outras dezenas de mulheres comandavam a cozinha, onde o que não faltava era comida. Cacilda Dutra, uma das voluntárias, diz que para a festa foram quilos e mais quilos de doações. ''Estamos preparando 400 quilos de carne, 200 de frango, 70 de macarrão, 360 de arroz, mais tomate, batata, farofa e pão. Ainda tem sorvete e refrigerante'', comenta, mostrando a fartura sobre a mesa. Fartura que a dona de casa Sonia Maria de Oliveira ajudava a distribuir. ''Já perdi a conta de quantos pães com carne eu montei.''
Moradora da cidade, a lavradora Selma Agnalda da Silva veio com a família aproveitar o dia de sol e comemoração. ''Este dia é mais importante até que o Natal. Venho desde criança com meus pais e agora trago minhas filhas para pedir benção para o resto do ano.'' O mesmo quer fazer comerciante Antonia do Carmo Queiroz, que pela primeira vez participava da festa. ''Não vejo a hora da benzedeira chegar. Deve ser muito emocionante'', diz. (M.T.)

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