O primeiro dia de vestibular da Universidade Estadual de Londrina (UEL) foi marcado pelo frio, que pegou alguns candidatos de surpresa. Ontem à tarde, no câmpus, o desconforto com a baixa temperatura era visível, principalmente entre aqueles que vieram de regiões mais quentes, como o interior de São Paulo.
Danusa dos Santos Junqueira, que está prestando vestibular para medicina, saiu da sala de prova por volta das 17 horas. Os poucos agasalhos (apenas uma blusa de lã) denunciavam que a estudante de Guará (SP) não saiu preparada para tanto frio. ‘‘É a primeira vez que venho a Londrina, estou estranhando o clima’’, disse.
Outro que tremia o queixo era Alexandre Bueno, de Jundiaí (SP), candidato a uma vaga no curso de medicina veterinária. Ele ainda está no terceiro ano do ensino médio e veio para adquirir experiência. A prova mais difícil, na opinião de Bueno, foi a de biologia.
A maioria dos vestibulandos, porém, teve mais dificuldade para resolver as questões de química. ‘‘Em 40 minutos eu tinha terminado a prova de biologia, mas me enrolei nas questões de química’’, revelou Alan Carlos de Almeida, que veio de São Bernardo do Campo (SP) tentar uma vaga em medicina. Ele contou que seu dentista – que tem familiares aqui – o alertou para o frio, mas ele não acreditou que fosse tanto. ‘‘Trouxe bermudas e até camisetas regata, mas pelo que estou vendo não vão sair de dentro da mala.’’
Seus amigos João Paulo Nascimento e Denis Rodrigues, porém, chamavam a atenção entre os candidatos, ontem, por estarem de bermuda. ‘‘É que a gente sempre anda de bermuda, independente da temperatura, mas hoje à noite não vai dar, vamos ter que usar calças para não formar gelo no lugar dos pêlos’’, brincaram. Denis Rodrigues não veio prestar vestibular, está apenas acompanhando os amigos, e disse que o pior foi esperá-los do lado de fora, no frio. ‘‘Amanhã (hoje) eles não vão nem me ver por aqui...’’
Daniele Vieira, de Maringá, está prestando os dois vestibulares ao mesmo tempo, e diz que a principal diferença entre as provas da UEL e as da Universidade de Maringá é a quantidade de questões. ‘‘Aqui a prova não é tão difícil, mas é longa demais, tem o dobro de questões’’, observou. Já Michele Tufino, que presta o concurso pela segunda vez, diz que não notou muita diferença entre este concurso, preparado pela Universidade Federal do Paraná, e o anterior, ainda elaborado pela Fundação Carlos Chagas.
De acordo com a assessoria de imprensa do vestibular, dos 28.090 inscritos, 1.299 (4,5%) não compareceram para fazer as provas ontem. O índice foi menor que o registrado no vestibular de julho do ano passado, quando faltaram 1.450 candidatos. Ninguém chegou atrasado aos locais destinados ao concurso e, com exceção de um atropelamento próximo ao Colégio Maxi (leia reportagem na página 7), o primeiro dia de vestibular foi tranquilo na cidade.
Doze candidatos estão realizando provas em salas especiais. Um deles, deficiente visual, está utilizando o programa de computador DOS VOX, que está sendo aplicado pela segunda vez no concurso da UEL. Ele permite que o vestibulando receba, pelo computador, todas as informações sobre a prova. Hoje, os candidatos fazem provas de física, história e geografia.

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