Dia do yôga é comemorado no parque
PUBLICAÇÃO
sábado, 28 de fevereiro de 2009
Thiago Alonso<br>Equipe da Folha 
Curitiba - Os corpos são ao mesmo tempo firmes e flexíveis; brilham com o reflexo do sol. Na face, as marcas do esforço se misturam com um sorriso plácido, de quem se deparou com um momento de calma. Em volta, árvores, um lago, um dia de claridade como poucos. Dentro das pessoas, os possíveis caminhos para o autoconhecimento.
Nesse clima, um evento comemorou ontem no Parque Barigui, em Curitiba, o Dia do Yôga, com aulas de graça e apresentações. A prática ganhou uma data oficial em 2002, quando foi promulgada a lei estadual determinando o 18 de fevereiro com o Dia do Yôga. Em 2006, a data virou lei municipal em Curitiba. A partir disso, a prática vem se tornando cada vez mais popular. É o que diz Nilzo Andrade Junior, vice-presidente da Federação de Yôga do Paraná. Para ele, uma data oficial é importante para o reconhecimento da filosofia criada há mais de 5 mil anos.
O dia 18 de fevereiro foi escolhido por ser o dia de aniversário de Rámakrishna, um dos mais conhecidos mestres hindu de yôga do séculos XIX e XX. A comemoração este ano, no entanto, ocorreu ontem. Dezenas de pessoas se reuniram no parque para participar das aulas do método SwáSthya, considerado um dos mais completos da prática. Além de professores, instrutores e praticantes, muitos curiosos se interessaram pelo movimentos que mesclam dinamismo e leveza, força e flexiblidade, concentração e dificuldade, tudo em busca do autoconhecimento.
''Cada vez mais pessoas percebem que precisam desse autoconhecimento'', diz Andrade Junior. A inquietação das pessoas acaba por popularizar o método. O evento no parque é uma das provas do interesse do público. Homens, mulheres, crianças, gente de várias faixas etárias, classes sociais e culturais: todos de olhos vidrados nos chamados Àsana, nome dado à técnica orgânica dos movimentos.
''Fiquei surpreso depois que comecei a praticar yôga. Mudei minha forma de ver o mundo. Hoje sou mais consciente, concentrado. Meu físico também se transformou'', conta o engenheiro Vander Yamauchi, 30 anos, praticante há cinco. Mesmo quem não é adepto, acha válido a popularização da filosofia. ''É importante divulgar uma técnica que ajuda na melhoria da saúde'', avalia a estudante de Farmácia, Camila Cruz, que não pratica yôga mas parou para ver a apresentação.
Enquanto ela só observava, um dos instrutores dizia: ''Sinta o sol, o vento batendo na pele. Perceba o que está fazendo; tenha mais clareza. Comece pelo ato de respirar...''


