Centenas de motoristas foram abordados entre as 9 e as 12 horas da manhã de ontem por policiais rodoviários, na BR-369, em frente ao Parque Ney Braga (Zona Oeste de Londrina). Desta vez, porém, não se tratava de uma ação fiscalizadora, mas sim de uma blitz educativa, em alusão ao Dia do Motorista, comemorado em 25 de julho por ser dia de São Cristóvão, seu padroeiro.
Nos estandes de atendimento ao motorista, montados especialmente para a ocasião, 112 motoristas tiveram acesso a exames de acuidade visual, taxa de glicemia e pressão arterial, além de poder cortar o cabelo tudo gratuitamente. Também foram distribuídos canetas, bolsas, camisetas e mais de mil panfletos com dicas de segurança, saúde e de comportamento no trânsito. O trabalho foi uma ação conjunta entre a 2 Companhia de Polícia Rodoviária Estadual, a Concessionária Econorte e o Serviço Social do Transporte/ Serviço Nacional de Aprendizagem do Transporte (Sest/Senat), e integra a semana de prevenção e educação no trânsito ''Valorize a Vida'', do Sest/ Senat.
De acordo com o tenente Idevaldo Cunha, chefe da operação, esse tipo de ação ajuda a aproximar mais policiais e motoristas. ''É para ele ver que a polícia trabalha não só com repressão, mas também está à disposição das pessoas quando elas precisam'', afirmou. ''É claro que, se forem encontradas infrações, teremos que tomar as devidas providências. Mas nosso intuito é orientar o motorista e cuidar de seu bem-estar.''
O carregador Luiz Aparecido de Souza aproveitou para mudar o corte de cabelo, conferiu sua saúde e elogiou a iniciativa. ''Serve para tomarmos mais cuidado tanto com o trânsito quanto com a saúde'', comentou.
A data, porém, também serviu para lembrar os problemas enfrentados pela categoria, e pelos caminhoneiros em especial. Na avaliação de Carlos Roberto Dellarosa, presidente do Sindicato dos Transportadores Rodoviários Autônomos de Bens de Londrina e Região (Sindican), o motorista não teve muito o que comemorar em seu dia. ''Ele pode comemorar a própria sobrevivência. Hoje nós gastamos 70% do frete em combustível e mais 20% em pedágio'', lamentou.

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