Lembrado nesta quinta-feira (25), o Dia do Imigrante convida à reflexão sobre as histórias de pessoas que deixam seus países de origem em busca de segurança, oportunidade e recomeço.

Na UniCesumar, essa data também representa o compromisso institucional com o acolhimento e a inclusão de imigrantes. Uma das iniciativas é a Unimissional, programa parceiro da Instituição que une formação acadêmica, vivências cristãs e ações sociais voltadas ao desenvolvimento profissional, pessoal, social e espiritual dos participantes.

O projeto conta com moradia coletiva para estudantes próximos ao campus e realiza, semestralmente, iniciativas sociais — algumas delas voltadas diretamente ao cuidado com imigrantes e refugiados. Entre as ações já realizadas está a recepção de famílias ucranianas refugiadas em Maringá (Noroeste), em parceria com a 2ª Igreja Presbiteriana Independente, em 2022.

Outra frente de atuação ocorreu na Casa de Hospitalidade CA.Hope, projeto ligado à Jocum Maringá, que acolhe imigrantes por um período determinado e oferece apoio para adaptação à cultura local, inserção no mercado de trabalho e reorganização da vida familiar. Na ação, os estudantes contribuíram com atividades de apoio administrativo, educação, saúde, direito, negócios, rodas de conversa, identidade visual, dinâmicas de ensino e melhorias estruturais no espaço em suporte aos imigrantes venezuelanos.

Mais recentemente, em novembro de 2025, a UniMissional realizou a ação “Somos Todos Imigrantes”, em parceria com o Instituto Sendas. A iniciativa propôs uma imersão sobre a realidade vivida por imigrantes e refugiados em Maringá e em outras regiões do Brasil, com atividades de conscientização, workshops, melhorias no espaço do Instituto, acolhimento e valorização cultural.

Imagem ilustrativa da imagem Dia do Imigrante: histórias de acolhimento e recomeço
| Foto: Divulgação UniCesumar

Do Haiti para o Brasil

Além das ações sociais, histórias como a de Marie France, colaboradora haitiana que encontrou na UniCesumar uma oportunidade para reconstruir sua trajetória no Brasil, inspiram a lembrança do Dia do Imigrante.

Há 11 anos, Marie deixou o Haiti e chegou a Maringá sem falar português. Mãe de três filhos, começou a trabalhar na UniCesumar como zeladora, conciliando a rotina profissional com os cuidados da família. Foi dentro da Instituição que aprendeu o idioma, recebeu apoio de colegas e líderes e encontrou condições para crescer profissionalmente.

Hoje, aos 40 anos, ocupa a função de copeira da reitoria e celebra uma história marcada por acolhimento, trabalho e educação. “Foi aqui que eu tive a oportunidade de aprender cada vez mais e de ser acolhida por ótimas pessoas”, conta Marie.

A relação dela com a educação também se estendeu à família. Com o benefício concedido aos colaboradores da universidade, que oferece desconto de 70% em cursos de graduação ou pós-graduação para si e seus familiares, Marie matriculou o marido, Jean, e o filho Cleavens em Engenharia Elétrica, além do filho mais velho, Kervens, em Automação. O próximo sonho é dela: cursar Gastronomia, área pela qual mantém uma ligação afetiva desde o Haiti, onde trabalhava como cozinheira.

“Coloco minha família como prioridade e, quando eles se formarem, pretendo ingressar no curso de Gastronomia. No Haiti, a minha profissão era cozinheira, e eu nunca deixei de amar a cozinha”, afirma.

(Com informações da Assessoria da UniCesumar)

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