O grupo de mulheres Solidariedade, em parceria com a Aliança Londrinense Interdisciplinar de Aids (Alia), montou barracas ontem no Calçadão do centro de Londrina para divulgar o Dia de Solidariedade à Pessoa que Convive com o HIV. Nas barracas, as pessoas puderam cortar o cabelo e pagar com um quilo de alimento, que será doado a famílias de pacientes que convivem com o vírus da Aids. Em outras barracas houve divulgação de material publicitário, alertando sobre o perigo da epidemia da Aids.
Segundo a presidente do grupo de mulheres solidariedade, Sueli Gualhardi, existem em Londrina cerca de 900 pacientes notificados. Cada doente notificado, conforme projeções da Organização Mundial de Saúde (OMS), elevou o índice para 12,5%. ‘‘Isso significa que em Londrina deve ter aproximadamente 10 mil pessoas contaminadas pelo vírus’’, afirmou Sueli.
As campanhas publicitárias de alerta que circulam em nível nacional ainda são tímidas, disse Sueli Gualhardi. ‘‘A Aids é associada a grupos de risco e por isso existe muito preconceito’’, comentou. A presidente do Solidariedade disse que a via sexual ainda é a principal forma de contato. Entre os heterosexuais, explicou Sueli, o contágio aumentou. ‘‘Se antes eram os homossexuais os mais afetados, agora são os hetero. As mulheres estão se infectando pelos parceiros fixos’’, disse.

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