Curitiba - O músico e gerente de bar Gustavo Diaz sente na pele quando a pressão e os problemas do dia-a-dia o afetam. Diaz é portador de psoríase, uma doença inflamatória crônica que causa lesões na pele. A forma como a doença age varia de uma pessoa para outra, mas em geral a psoríase causa lesões avermelhadas recobertas por escamas brancas nos cotovelos, joelhos, pernas e couro cabeludo.''Com o tempo percebi que o estresse desencadeia crises'', relata.
O músico começou a perceber os sintomas quando tinha 19 anos, há vinte anos. Desde então já experimentou diferentes manifestações do problema. ''Já tive crises com lesões no corpo todo; agora a doença está controlada, com algumas lesões nas mãos e pernas'', explica. ''O importante é aprender a conviver com as lesões e administrar a doença'', recomenda.
Hoje é Dia Nacional da Psoríase. A data tem o objetivo de combater a discriminação contra portadores da doença. ''Quando as lesões são visíveis, os pacientes acabam enfrentando problemas no ambiente de trabalho ou no convívio social porque as pessoas não sabem que a doença não é contagiosa'', diz o coordenador do Ambulatório de Psoríase da Santa Casa de Curitiba, Caio César Silva de Castro. Segundo o médico, a doença não tem cura. ''Mas existem tratamentos que podem deixar o paciente sem lesões por um bom tempo'', diz.
Ainda não se sabe o que causa a psoríase. ''São muitos os fatores mas sabemos que há um fator genético que favorece o aparecimento das lesões'', esclarece. É o caso de Diaz. ''Minha mãe e os irmãos dela tinham a doença'', conta.
As lesões, explica Castro, são causadas por um crescimento anormal da pele. Em casos graves podem evoluir para inflamações nas cartilagens e articulações e até mesmo causar deformações. ''Mas a grande maioria dos pacientes apresentam casos mais leves da doença e procuram tratamento mais por questões estéticas'', avalia.
Para combater crises e reduzir o número de lesões, o médico recomenda evitar o álcool, o fumo e o excesso de peso. Os dois primeiros costumam desencadear crises e o sobrepeso pode agravar as manifestações da doença.
Entre os tratamento indicados para o problema está a terapia de raios ultravioleta, na qual o paciente é submetido a um ''banho de luz''. O recurso inibe o crescimento da pele, que é o que causa a manifestação da doença.

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