A opção pelos mototaxistas foi tamanha que, por volta da oito da manhã, a proprietária do Mototáxi Cincão, Ivonilde Maria Cândido, já não sabia mais o que fazer. Desde o amanhecer ela já não tinha mais veículos disponíveis. ''O telefone não parou desde as seis da manhã. Nem estou mais atendendo porque não tem moto''. Ela ainda ressaltou que o preço cobrado pelo serviço foi mantido, apesar de saber que alguns concorrentes haviam dobrado o valor da corrida, que custa em média R$ 4. Houve casos de pessoas que chegaram a pagar R$ 15. ''Não vou explorar trabalhador. Eu também sou uma'', observou Ivonilde.
Do lado de fora, uma pequena fila se formava. ''Estou aqui porque preciso ir trabalhar. Cuido de uma senhora de 84 anos. Agora ela foi ao médico, mas logo vai chegar e não terá com quem ficar'', se preocupava Rosalva Antunes de Souza, de 72 anos.
Além dos mototaxistas, muita gente aproveitou para lucrar com a greve. Motoristas lotaram os próprios veículos fazendo rotas que deixavam os trabalhadores mais próximos do emprego. ''Tem gente que também está passando e dando carona'', destacou Ivonilde. O trânsito ficou mais lento. (G.B.)

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