Dia de limpeza nos cemitérios da cidade
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sexta-feira, 03 de novembro de 2006
Fernanda Borges<br>Reportagem Local 
Um dia depois de Finados, quando os cemitérios da cidade receberam a visita de centenas de pessoas, funcionários da Acesf e parceiros tiveram muito trabalho para limpar os cinco cemitérios públicos da cidade que ficaram cobertos de lixo e sobras de velas queimadas.
Parte do lixo começou a ser recolhido ainda no feriado, assim que as pessoas iam deixando os cemitérios. Segundo um funcionário da Acesf que preferiu não se identificar, todos os anos a dificuldade em limpar os cemitérios é a mesma, ''muito lixo para pouca gente''. ''Tem gente que reclama, fala que os cemitérios ficam sujos demais no dia seguinte de Finados, mas é que ninguém vê que somos em só dois ou três funcionários por cemitério. Além da limpeza, temos que dar continuidade com o serviço de sepultamento'', reclamou.
Quem percorria os cemitérios ontem, nem imaginava que o dia anterior tinha sido tão agitado. Em meio ao silêncio, somente flores e o pessoal da limpeza em volta dos jazigos.
A falta de pessoal é ''driblada'' com alguns mecanismos de troca de funcionários. O gerente de limpeza da Acesf, Carmo Manelito, disse que o cemitério que têm mais funcionários é o São Pedro, que conta com quatro pessoas. ''Na época de Finados acabamos tendo essa dificuldade com o dia seguinte. O número de funcionários para a limpeza é o mesmo, não há contratação de mais gente e esse pessoal também têm que dar conta dos sepultamentos. O que fazemos é convocar alguém que está de folga para trabalhar ou quando um cemitério já está mais limpo, deslocamos o funcionário para ajudar os demais em outro cemitério mais sujo'', explicou.
Outra alternativa que a Acesf encontrou foi fazer um trabalho de parceria com proprietários de fábricas de velas que percorrem os túmulos e cruzeiros dos cemitérios recolhendo os restos de parafina que ficam espalhados pelo chão. ''Há três anos temos liberado os cemitérios para esse pessoal retirar o resto das velas. Eles nos pagam uma taxa de R$ 1 por quilo de parafina retirada. Com isso, nosso trabalho é reduzido e os funcionários ficam liberados para dar conta apenas da varrição de folhas das árvores, lixo em geral e sepultamento'', disse Carmo.
Tiago Contiero, que trabalha numa fábrica de velas de Ibiporã, disse que além de Finados, eles também percorrem os cemitérios da cidade nos dias das Mães e dos Pais, datas em que há muita circulação de gente. ''No dia seguinte da data comemorativa já começamos com a retirada da parafina. Geralmente levamos cerca de uma semana para terminar com todo o trabalho e a parafina que recolhemos é reutilizada para a fabricação de novas velas''.


