Dorico da SilvaMovimentoNo Cemitério São Pedro, o mais antigo da Cidade, o número de visitantes foi menor do que no ano passadoA administração de alguns cemitérios de Londrina calcula que o movimento neste Dia de Finados tenha sido maior que no ano passado. No Parque das Oliveiras (Aeroporto), estima-se que cerca de 2.500 pessoas tenham visitado o local, deixando repleta de flores a área gramada onde estão localizados os túmulos.
Segundo Erasmo Garcia Duarte, administrador do cemitério, pelo menos 20% destes visitantes são de outras cidades. O cálculo foi feito através de levantamento no fichário de cobrança da taxa de manutenção, que os familiares devem pagar a cada seis meses. ‘‘Como as famílias normalmente fazem o acerto nesta época do ano, fica mais fácil registrar a presença de visitantes de outras cidades’’, diz Duarte.
Antonio Luis da Rocha, administrador do maior cemitério da Cidade, o Jardim da Saudade, na Zona Norte, também acredita que o fluxo de pessoas tenha sido maior este ano. ‘‘Talvez por ter aumentado o número de sepultados’’, justifica.
Já no cemitério mais antigo do município, o São Pedro (área central), diminuiu o número de visitantes em relação a anos anteriores. ‘‘Por ser domingo e o clima estar quente demais, muita gente veio no sábado ou preferiu os horários de sol mais fraco, como o começo da manhã e o final da tarde’’, diz o administrador José Mariano. Ele calcula que de 6 a 7 mil pessoas passaram pelo local. ‘‘No ano passado nós estimamos a visita de 10 mil pessoas’’, lembra.
Embora a Administração dos Cemitérios e Serviços Funerários de Londrina (Acesf) não faça registros oficiais do número de visitantes, funcionários concordam com a queda no movimento. No ano passado, o órgão calculou um fluxo de 50 mil pessoas em todos os cemitérios da Cidade.
Para muita gente, visitar os mortos no Dia de Finados é um compromisso, mesmo que estes não sejam da família. É o caso da dona de casa Isaura Mansano Melaré, que esteve no Parque das Oliveiras ontem à tarde fazendo companhia a uma amiga. De manhã, ela já havia rezado e levado flores aos túmulos de um amigo do filho e de padres de sua paróquia. ‘‘Meus parentes estão todos em São João da Boa Vista e em São Bernardo do Campo (SP), então aqui eu visito os amigos’’, explica.
Outra dona de casa, Tereza Siton Navarro, diz que se emociona ao rezar pelos mortos, principalmente no Dia de Finados. Ela também não tem parentes sepultados em Londrina, mas não deixa de ir ao cemitério para rezar pelos amigos falecidos.
Entre as diversas religiões que reverenciam os mortos no Dia de Finados, está a islâmica. Em Londrina fica o único cemitério islâmico (particular) do Paraná - os outros dois ficam em Curitiba e em Foz do Iguaçu, mas são áreas dentro de cemitérios comuns. Ontem pela manhã a comunidade islâmica esteve no cemitério reverenciando seus mortos. Eles participaram de uma cerimônia religiosa celebrada pelo sheik Ahmad Saleh Mahairi, o supervisor e chefe religioso islâmico na região norte do Paraná.

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