Mais uma vez o Dia de Finados amanheceu nublado em Londrina. Temendo a chuva, que só chegou à tarde, os londrinenses saíram de casa cedo e antes mesmo das 8 horas já havia milhares de pessoas nos cemitérios da cidade. Com flores e velas, centenas de famílias visitaram os túmulos em homenagem aos mortos. Muitos, atentos com a questão da dengue, providenciaram flores e vasos artificiais.
De acordo com informações da Administração de Cemitérios e Serviços Funerários de Londrina (Acesf), no ano passado, cerca de 150 mil pessoas circularam pelos sete cemitérios da cidade. Neste ano, calcula-se que houve um aumento de até 20% no número de visitantes.
O Cemitério Jardim da Saudade (Zona Norte) é sempre o mais visitado, recebendo cerca de 25 mil pessoas. A aposentada Maria Luci do Nascimento, 66 anos, moradora do Jardim Leonor, levou toda a família para prestar homenagem aos familiares. ''Todos os anos a gente vem, é uma tradição de família. Somos católicos e com ou sem chuva sempre vamos aos cemitérios no Dia de Finados. Dessa vez trouxemos esses vazinhos com flores artificiais que é para não ter problema com a dengue'', comentou.
A secretária Vera Lúcia Barbosa, 28, acordou a família cedo para visitar o túmulo do pai, falecido em fevereiro deste ano. Evangélica, ela considera importante levar flores e homenagear os mortos no Dia de Finados. ''Acho que é importante a gente lembrar das pessoas que se foram. É um momento bom para isso'', disse.
Ambulantes e agentes de saúde também marcaram presença nos cemitérios. Além de vasos, flores e velas, na frente dos portões, muitas barracas comercializaram alimentos e até mesmo brinquedos durante todo o dia.
No Cemitério João XXIII (Área Central), o túmulo de Amanda Rossi - jovem encontrada morta na manhã de segunda-feira dentro do campus da Unopar - ainda tinha as coroas colocadas no sepultamento, que aconteceu na terça-feira. Amigos e o pai da jovem, Luís Carlos Rossi, estiveram logo cedo no local para homenagear a estudante. Ele estava vestido com uma camiseta com a foto de Amanda e uma frase que ressalta o amor pela filha: ''O céu ganhou mais uma estrela''. ''Sei que nada a trará de volta, mas a gente espera por justiça'', comentou. Por telefone, a mãe da jovem comentou: ''Meu coração não me deixou ir no cemitério hoje. Somos uma família muito católica e todos os anos eu tinha o hábito de ir nos cemitérios. Dessa vez não, preferi lembrar de Amanda em casa mesmo''.

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