Dia de Conscientização da Cardiopatia Congênita
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sexta-feira, 06 de junho de 2014
Reportagem Local 
Londrina - Apesar de terem uma ocorrência muito grande, as cardiopatias congênitas ainda não são muito conhecidas no Brasil. Estudos apontam que uma em cada 100 crianças nasce com um coração especial. Quando a descoberta é feita ainda durante a gestação, as chances de sucesso no tratamento aumentam. Porém, sem o diagnóstico correto, muitos desses bebês correm risco de vida. Em ambos os casos, a informação é essencial.
O Dia de Conscientização da Cardiopatia Congênita é tradicionalmente celebrado em 12 de maio. Porém, em função da abertura da Copa do Mundo, neste ano a data foi adequada por cada um dos núcleos regionais da Associação de Assistência à Criança Cardiopata Pequenos Corações.
Em Londrina está prevista a Caminhada do Coração no dia 15 de junho, domingo, às 10 horas, no Aterro do Lago Igapó 2. Os participantes estarão vestidos de vermelho e haverá distribuição de bexigas, lacinhos símbolos da cardiopatia Congênita, folders da Pequenos Corações e panfletos sobre o dia da Cardiopatia Congênita. Também estão previstas atividades para crianças (desenho e brincadeiras de rua) e serão soltas bexigas.
Até o dia 15 de junho também haverá distribuição e uso de laços em vários hospitais e clínicas da cidade.
A cardiopatia congênita é um defeito na estrutura ou função do coração, que surge nas primeiras oito semanas de gestação, quando este órgão está em formação. Ocorre por uma alteração no desenvolvimento embrionário da estrutura cardíaca do feto.
É o defeito congênito mais comum e uma das principais causas de óbito relacionadas a malformações congênitas. Nascem no Brasil aproximadamente 23 mil crianças com problemas cardíacos a cada ano. Ou seja, a cada 100 bebês nascidos vivos um é cardiopata.
Pelo menos 80% dessas crianças necessitarão de uma cirurgia cardíaca, mas infelizmente cerca de 13 mil não recebem nenhum tipo de tratamento (dados do 38º Congresso Brasileiro de cardiologia, 2011), principalmente por falta de diagnóstico precoce ou falta de vagas na rede pública de saúde.
Teste
O Teste do Coraçãozinho é indolor, não invasivo e com um custo muito baixo, já que exige apenas a utilização de um "oxímetro", equipamento que já existe em todas as maternidades e hospitais, pois é essencial para monitorar os pacientes (principalmente em UTIs).
O teste consiste em realizar a oximetria de pulso no recém-nascido, após as primeiras 24 horas de vida, e antes da alta hospitalar. Para a sua realização, utiliza-se um sensor externo (oxímetro), que deve ser colocado primeiramente na mão direita e posteriormente em um dos pés do bebê, para verificação de níveis de oxigênio. Havendo saturação (nível de oxigênio) abaixo de 95% a criança não deve ter alta da maternidade, permanecendo em observação, e a partir daí devem ser realizados os demais exames diagnósticos, de acordo com a prescrição médica, para descartar a possibilidade de cardiopatia congênita grave.


