Hoje é o Dia Mundial de Combate à Osteosporose, doença que provoca o enfraquecimento dos ossos e atinge 18% das mulheres e 13% dos homens na terceira idade. Deficiências nutricionais e hormonais são responsáveis por fraturas e sequelas graves que comprometem a mobilidade e a qualidade de vida de milhões de pessoas em todo o mundo.
O ortopedista Wilson Campos, de Londrina, explica que a osteosporose é causada pela diminuição do nível de hormônios e pela falta de cálcio e vitamina D. ''O cálcio é responsável pelo fortalecimento dos óssos e sua fixação depende da vitamina D'', observa Campos. ''A fragilidade óssea também é provocada pela queda do nível de estrogena, hormônio feminino responsável pela qualidade dos ossos e pela testosterona, hormônio masculino que tem a mesma função. Tabagismo, álcool e sedentarismo também prejudicam a obsorção de cálcio'', esclarece.
Campos ressalta que nas mulheres a queda na produção dos hormônios ocorre depois da menopausa. ''Nessa fase a mulher começa a perder de 1% a 2% da massa óssea por ano. Já nos homens isso acontece por volta dos 50 anos'', enfatiza.
Sequelas
O ortopedista diz que a perda da massa óssea deixa os ossos fragilizados e mais propensos a fraturas. ''A osteosporose é uma doença silenciosa, que não apresenta sintomas e geralmente a pessoa só se dá conta de que está fragilizada quando leva um tombo e já apresenta alguma fratura. Uma das formas de obter um diagnóstico preciso da osteosporose é através da densitrometria, um exame feito por meio de aparelhos que medem a qualidade óssea do paciente'', ressalta.
De acordo com Campos, as quedas na terceira idade costumam deixar sequelas graves e podem até levar o paciente a óbito. ''Os maiores indíces de fraturas causadas pela osteospore ocorrem na coluna, em seguida no quadril e no punho. Cerca de 20% dos pacientes que sofrem fraturas de fêmur (osso que liga a bacia à perna) morrem devido a complicações causadas pela inatividade provocada pela queda, como infecções pulmonares, por exemplo'', ressalta.
Sol com moderação
Entre as formas de prevenção da osteosporose estão reposição hormonal e nutricional, além da prática de atividades físicas e do hábito de tomar sol com moderação. ''O cálcio é obtido por meio de alimentos como leite e seus derivados, como queijos e laticíneos, e em verduras escuras. Porém, a absorção das pró-vitaminas fornecidas por esses alimentos depende de vitamina D, encontrada em alimentos habituais, como frutas e verduras'', explica.
Segundo o ortopedista, outra fonte de vitamina D é a exposição ao sol, ''que deve ser feita por cerca de 15 minutos, antes das 10 horas da manhã e após as 16 horas''.
A reposição hormonal é feita por meio de medicamentos que dependem de avaliação médica prévia. ''Existem também alguns remédios de uso oral que garantem a suplementação de cálcio, vitamina D e de substâncias à base de alendronato, risedronato e raloxifero, que melhoram a qualidade óssea. Entretanto, essas medicações só devem ser usadas por recomendação médica'', afirma Campos.
O especialista enfatiza que outra forma de prevenir fraturas é fugir das armadilhas domésticas e evitar sapatos escorregadios.
''Tapetes, escadas e banheiros sem suporte oferecem riscos a quem sofre de osteosporose. O mesmo cuidado deve ser tomado em relação a calçados com solado escorregadio, que pode causar quedas principalmente quando se corre para fugir da chuva e em outras situações'', orienta o ortopedista.

Imagem ilustrativa da imagem DIA DE COMBATE  - Osteosporose atinge 18% das mulheres
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