Ontem foi o dia de celebrar o meio ambiente. O lixo foi retirado da natureza, árvores nativas foram plantadas em fundo de vale, crianças e adultos foram conscientizados sobre a importância da preservação ambiental. Pequenas lições plantadas agora e que podem render bons frutos no amanhã. A ONG Alma, com sede na Vila Brasil (Região Central de Londrina) trabalha na conscientização de crianças e formação de multiplicadores a partir de projetos e oficinas desenvolvidos que integram educação ambiental e cultura popular.
A festa realizada durante o dia todo na Vila Cultural Alma Brasil inaugurou a Sala Verde Peroba Rosa, que conta com um acervo de cerca de 120 livros sobre meio ambiente, obtidos através de parceria com o departamento de Educação Ambiental do Ministério do Meio Ambiente. Os livros - sobre educação ambiental, desenvolvimento sustentável, legislação e recursos hídricos, entre outros temas - serão colocados à disposição da comunidade, bastando apenas o preenchimento de um cadastro. A biblioteca funciona em horário comercial, de segunda à sexta-feira.
A ONG Alma, que conta com cerca de 50 integrantes (voluntários ou participantes dos projetos de incentivo à cultura), desenvolve projetos e oficinas com a comunidade desde o ano passado. Há a participação de escolas e cursos para formação de educadores. Um destes projetos, inclusive, resultou na formação de um grupo de teatro na Escola Estadual Barão do Rio Branco. ''Trabalhamos a questão social com projetos político-pedagógicos. A intenção é abordar a educação ambiental sob a perspectiva sócio-ambiental e, para isso, buscamos parcerias com universidades, escolas, empresas, instituições públicas e associações de bairros'', afirmou Luciana Barrozo, coordenadora da Sala Verde Peroba Rosa.
Na sua avaliação, os problemas ambientais têm ocorrido em função das perdas dos valores em geral. ''Acredito que isso é resultado do consumismo. Temos que ter a consciência de que os recursos naturais são finitos e que no futuro as pessoas podem não ter acesso a esses recursos que, hoje, estão em abundância'', comentou Luciana. Outro integrande da ONG Fernando Góis, coordenava as crianças na retirada do lixo no fundo de vale, onde nasce o Córrego Guarujá. Foram coletados, plásticos, ferro, bitucas de cigarro, vidros, restos de roupas e até fraldas descartáveis.
''Os jovens utilizam este espaço para usar drogas. Por isso, queremos a revitalização do local, inclusive, com a conservação dos brinquedos, que deixaram de ser usados pelas crianças'', comentou Góis. E se depender dos pequenos, as sementes plantadas poderão render frutos. ''Aprendi que a gente deve jogar lixo no lixo e não na natureza'', disse Luiza Casarin, de 9 anos. Ela também já participou da oficina de bonecos recicláveis e afirma que não imaginava que dava para aproveitar ''um monte de coisas'' na fabricação dos brinquedos. A garota Vitória Durães Chlusewicz, 8 anos, também está mais consciente. ''Não podemos jogar lixo na rua porque estraga a natureza.''
Serviço - Informações sobre a ONG Alma podem ser obtidas pelo telefone 3326-2672 ou pelo e-mail [email protected]

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