Londrina - O Dia Nacional de Combate ao Câncer Infanto-Juvenil, comemorado hoje, tem como objetivo conscientizar a população sobre o diagnóstico precoce da doença. ‘‘Com a data queremos divulgar, conscientizar e principalmente alertar a população sobre a importância do diagnóstico precoce do câncer infantil. Além disso, queremos sensibilizar a classe médica sobre os principais sintomas, que muitas vezes não são investigadas corretamente por serem confundidos com outras doenças infantis de menor risco’’, explica a oncologista Tania Anegawa, de Londrina.
  De acordo com a especialista, a descoberta da doença logo no início dá a chance de cura ao paciente, que vai de 70% a 90%, se tratado em centros especializados. ‘‘Muitos pacientes morrem em decorrência da demora da identificação da doença. Queremos alertar todos a observar esses sinais para diminuir esse quadro’’.
  A oncologista explica que existem vários tipos de câncer infantil, sendo a leucemia responsável por quase 60% dos casos. Entre os sintomas mais comuns, destaca febres incessantes, palidez acentuada, hematomas que não correspondem a traumas, perda de peso, cansaço, dores ósseas e nas juntas ou ainda sangramentos. ‘‘São sinais comuns, mas que devem ser observados para não implicar em consequências mais graves, como cirurgias e até mesmo amputação de membros. Diante da agilidade no diagnóstico, o tempo de tratamento poderá ser bem menor’’, lembra.
  Ela comenta que, muitas vezes, profissionais da saúde têm medo de pensar que possam estar diante da doença e acabam não falando da possibilidade para não causar pânico. ‘‘Não precisamos alarmar os pais com esses sintomas que, aparentemente, não são tão graves. Ao mesmo tempo, não podemos achar que não é nada. Se a criança apresenta esses sintomas, reclama continuamente de dor, é necessária uma avaliação mais criteriosa para não retardar o diagnóstico.’’
  Segundo estatísticas do Instituto Nacional do Câncer (Inca), o Brasil registra uma média 9 mil casos de câncer infanto-juvenil por ano, o que representa a segunda causa de mortalidade entre as crianças e adolescentes de 1 a 18 anos. A primeira causa está ligada a acidentes e à violência.

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