Dia de alegria infantil na Exposição de Londrina
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segunda-feira, 11 de abril de 2005
Luciano Augusto<br> Reportagem Local 
O dia de ontem na 45 Exposição Agropecuária e Industrial de Londrina foi dedicado àquelas emoções que não têm preço. As mais de duas mil crianças de escolas públicas da cidade e da região puderam brincar e aprender um pouco mais sobre o mundo rural, e porque não, sobre a vida. Retribuíram com o que de melhor sabem fazer: com sorrisos alegres e sinceros.
Como calcular, por exemplo, a alegria dos amigos Rui Pires Cardoso, 14 anos, e Franciel Santos da Silva, 11 anos, que visitaram o Parque Ney Braga pela primeira vez? Estudantes da 5 série do Colégio Olympia de Moraes Tormenta (Zona Norte), eles jamais poderiam visitar a Exposição não fosse a iniciativa de dedicar um dia aos estudantes. E não poderão voltar outro dia. ''Achei tudo muito legal mas a gente não tem dinheiro para andar nos brinquedos'', disse Franciel. Por isso não. Por intermédio da Folha, eles esqueceram da falta de tudo e mostraram talento na cama elástica. ''Obrigado tio. Foi muito legal'', agradeceu Rui, enquanto recuperava o fôlego depois de tantas cambalhotas.
E como não se emocionar com os risinhos atropelados dos 37 alunos do Lar Santo Antônio de Londrina? ''Tinha um montão de boi. Vi até um mamando na vaca'', revelou a pequena Kellen de Lemos, de 4 anos. Atortoado com tanta novidade, o coleginha Rômulo Rocha, 4 anos, também gostou dos animais, mas elegeu ''a bexiga'' que ganhou como o mais legal.
E muita gente pequena também aprendeu a importância de se preservar a natureza. Na ''Trilha da Vida'' montada pela Secretaria Estadual do Meio Ambiente (Sema) em um pequeno bosque, as amigas Ana Vitória Proença Frediano, 9 anos, e Bianca Maiara de Souza, de 8 anos, descobriram que nós humanos somos, e devemos, ser responsáveis pela conservação da vida no planeta. ''Achei interessante a parte das queimadas. Isso é muito perigoso. Os animais sofrem demais, coitadinhos, e a mata fica muito feia'', ensinou Ana Vitória. ''Aprendi que não podemos jogar lixo nos rios porque senão a água fica muito poluida'', completou Bianca. Para as duas, e para todos, completamos: cada ser humano produz de 500 a 800 gramas de lixo por dia e custa muito pouco apenas um poucos minutos por dia para reciclarmos grande parte da sujeira que produzimos.
Já no espaço montado pela Embrapa Gado de Leite, de Minas Gerais, dedicado à cadeia da produção leiteira, o estudante Fernando Aparecido Santos Souza, 13 anos, de Jataizinho, aprendeu que o leite não é feito em fábricas. ''Pensava que era na caixinha'', brincou ele. A intenção da Embrapa com o projeto é justamente valorizar o trabalho dos produtores de leite, os menos prestigiados na cadeia produtiva, e incentivar o consumo de leite entre as crianças.
Outra atração muito apreciada pela criançada eram os mini-cavalos. A pequena Lorena Christensen, de 5 ano, não perdeu a oportunidade de dar uma voltinha em um deles. Acompanhada pelo pai, André Ricardo Christensen, 28 anos, ela acariciou o animalzinho e ainda levou uma fotografia para mostrar para os amiguinhos.
E no final da tarde, com a mesma alegria e disposição do começo do dia, os pequenos futuros homens e mulheres brasileiros foram embora felizes da vida e cheios de histórias para contar.


