Um dia repleto de solidariedade reuniu trabalhadores e familiares da construção civil, além da comunidade em geral, no Ginásio de Esportes Maria Cecília (Zona Norte de Londrina). Durante todo o sábado, as famílias puderam aproveitar o Dia de Ação Social, promovido pelo Sindicato das Indústrias da Construção Civil (Sinduscon Norte). As atividades contaram com o apoio da Secretaria de Saúde, Sesi, Sesc, Senac, além de empresas como Copel e Sanepar.
Logo pela manhã, a fila era grande para fazer exames de saúde, um dos serviços mais procurados. Os trabalhadores puderam medir a pressão, fazer exames de glicemia e de vista, com os funcionários da equipe de saúde ocupacional do Serviço Social da Indústria (Sesi). Ainda na fila, eles recebiam orientação sobre a Linguagem Brasileira de Sinais (Libras).
O Senac levou cabeleireiras que cuidaram do visual dos participantes, com cortes de cabelos e penteados. Funcionárias do Serviço Social do Comércio orientavam sobre a saúde bucal, enquanto representantes da Secretaria Municipal de Saúde alertavam sobre os riscos das doenças sexualmente transmissíveis (DST).
Os trabalhadores também foram orientados sobre a necessidade do uso racional da água e da luz e assistiram a vídeos sobre os riscos de acidentes de trabalho e como evitá-los. Eles também receberam informações sobre os direitos trabalhistas.
Enquanto isso, as crianças puderam se divertir em camas elásticas e de bolinha e outros brinquedos montados no ginásio, além de receber lanches servidos durante todo o dia.
Brincadeiras que agradaram os irmãos Lucas, 11 anos, e Gabriel, 9, filhos do pedreiro Edson Rodrigues, 35 anos, que foi cedo ao ginásio e pretendia participar de todas as atividades oferecidas no evento. ''É a primeira vez que venho. Os meninos vão cortar cabelo e depois brincar. Eu vou aproveitar para fazer os exames médicos.'' Rodrigues considera importante a participação dos profissionais neste tipo de atividade. ''Incentiva o trabalhador e une mais os companheiros no trabalho.''
Os também pedreiros Aparecido Duarte e Celso Duarte participavam do evento. ''Tem muita gente que não tem condição de fazer os exames e aqui é uma oportunidade para todos. Além da diversão, é claro'', afirmam.
Mas a comunidade também se beneficiou. Dona Maria Aparecida de Oliveira, 80 anos, moradora do bairro, aproveitou para fazer os exames médicos. ''Estou mais interessada no exame de vista, mas vou fazer todos os que eles estão oferecendo''. Dona Ivone Fernandes, 64 anos, também moradora do bairro, aguardava a filha Irléia Fernandes cortar os cabelos. ''Depois vamos fazer os exames médicos. Temos que aproveitar essa oportunidade. É muito bom um serviço assim'', elogia.
Foi através do exame de pressão que seu Benedito de Branco, 50 anos, desempregado, identificou a pressão alta. ''Sou hipertenso e vim caminhando. Ela (pressão) altera mesmo. Mas fui orientado a buscar tratamento médico. É muito bom ter essa orientação.''

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