Dia das Mães ‘esquenta’ o comércio
Muita gente deixou para comprar ontem o presente em homenagem às mães. Movimento deste ano deve superar o de 97
Osmani Costa

Paulo Wolfgang
Rosemeire: Presente para a mãe e a sogra As expectativas dos lojistas e entidades representativas da classe se confirmaram, e o movimento de compras no comércio de Londrina, na véspera do Dia das Mães, foi intenso, talvez com um volume de vendas superior ao do mesmo período no ano passado. O corre-corre de filhos e pais foi grande pelas lojas do Calçadão da Avenida Paraná e redondezas (área central) desde a manhã de ontem. O comércio do centro permaneceu aberto até às 18 horas, e até às 22 horas no Shopping Catuaí, o maior da Cidade.
As lojas mais procuradas no Calçadão foram as que vendem perfumes, calçados, roupas, jóias e bijuterias. A auxiliar de enfermagem Rosemeire Garcia, foi cedo às compras. Ela encontrou os presentes procurados para a mãe, Zenaide Garcia, e para a sogra Maria Aparecida. ‘‘Apesar da crise financeira, não dá para deixar de comprar presentes para pessoas tão queridas e importantes nas nossas vidas’’, comentou Rosemeire, que é casada, tem dois filhos, e ainda não sabia o que vai ganhar de presente hoje.
O estudante Paulo Sérgio Alcântara, 16 anos, foi com o pai advogado, Paulo Henrique, procurar uma jóia para a mãe Shirley de Alcântara. ‘‘Está difícil escolher, porque além de ter muitas bonitas, os preços são altos. Se não der para comprar o que planejamos, vamos acabar levando um perfume, ou talvez um tênis bonito. Junto com flores, ela fica feliz com qualquer presente’’, avaliou o filho.
O Dia das Mães é, historicamente, o segundo melhor período de vendas para o comércio londrinense em geral. Apesar da crise econômica e do desemprego terem se aprofundado de 97 para cá, a avaliação da Associação Comercial e Industrial de Londrina (Acil) é de que a movimento deste ano pode inclusive superar o do último ano. Um balanço das vendas desta semana, em comparação às de 97, será divulgado pela entidade na terça-feira.
‘‘O brasileiro é muito afetivo, e não deixa de presentear as mães. Mesmo com o quadro econômico tendo piorado - com aumento do desemprego, das taxas de juros e da inadimplência -, as vendas aumentaram, porque ao contrário do ano passado, agora os trabalhadores receberam os salários antes do Dia das Mães. Além disso, o clima e o Sol ajudaram o movimento desta véspera’’, explicou o presidente da Acil, Abílio Medeiros Júnior.

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