Curitiba - A epilepsia é uma síndrome caracterizada pela alteração temporária e reversível do funcionamento do cérebro, indicando que um grupo de células cerebrais se comporta de maneira instável causando reações físicas conhecidas como crises epilépticas. As crises duram alguns segundos ou minutos, variam de um caso para outro, e podem ser acompanhadas por diversas manifestações clínicas como contrações musculares, mordedura da língua, salivação intensa, sensação de "desligamento" por alguns segundos, movimentos automáticos e involuntários do corpo, percepções visuais ou auditivas estranhas e alterações transitórias da memória.
São estas reações que, muitas vezes, fazem com que a pessoa sofra discriminação. Para esclarecer estas e outras dúvidas sobre o assunto, foi criado mundialmente o Purple Day (Dia Roxo), que tem como objetivo desmistificar o problema e levar informação à população das grandes cidades.
O Purple Day é realizado em 26 de março, Dia Mundial de Conscientização da Epilepsia, e na data, pessoas do mundo inteiro são convidadas a apoiarem a causa, vestindo uma peça na cor roxa para destacar a importância da conscientização do problema. O dia foi criado em 2008 pela canadense de nove anos Cassidy Megan, em parceira da Associação de Epilepsia da Nova Escócia (EANS), com o objetivo de mostrar que as pessoas com epilepsia não estão sozinhas. A canadense escolheu a cor roxa devido à flor de lavanda, que é associada ao sentimento de solidão, pois representa o isolamento vivido por muitas pessoas que têm epilepsia.
De acordo com Eduardo Caminada Júnior, embaixador do Purple Day no Brasil e Vice-presidente da Epibrasil (Federação Brasileira de Associações de Pessoas com Epilepsia), os portadores ainda têm grande dificuldade de socialização por conta do desconhecimento do assunto. "O país começou a participar mais ativamente do Purple Day desde 2011, com divulgação na mídia e participações em congressos, simpósios, palestras e eventos de uma maneira em geral. Neste ano, as ações de conscientização estão confirmadas em vários estados, entre eles estarão São Paulo, Minas Gerais e Paraná", afirma.
Em São Paulo, o evento acontecerá Instituto de Psiquiatria do Hospital das Clínicas da FMUSPcom palestras sobre epilepsia com o objetivo de explicar o problema, estigma, diagnóstico e tratamentos para familiares e pacientes com a presença de Eduardo e outros especialistas.
Em Curitiba, Adriana Grassi Bonamigo, mãe de uma paciente com epilepsia, organizará a distribuição de materiais informativos e lacinho roxo estilizado para reforçar o assunto.

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