Várias ações na cidade de Londrina e região marcaram o dia D de combate à dengue ontem. O início dos trabalhos aconteceu no Colégio Polivalente, no Jardim Leonor (zona oeste), onde várias autoridades, entre elas o prefeito da cidade, Nedson Micheleti e o secretário de saúde, Sílvio Fernandes, falaram aos estudantes e comunidade local sobre a questão. Já são 926 os casos confirmados na cidade.
O secretário destacou que ontem foi dia de intensificar as ações. ''Temos 500 mil agentes da dengue em Londrina no dia de hoje'', disse fazendo alusão à toda a população londrinense. Micheleti destacou que a mobilização está sendo permanente na cidade. ''Hoje (ontem) é para fortalecer ainda mais essa mobilização'', observou. Ele apontou ainda que a colaboração da população é essencial para vencer a epidemia da dengue. Segundo ele, não adianta a prefeitura limpar a praça num dia e a população sujar no outro. ''Temos que somar o esforço do Poder Público com a mobilização da comunidade. O passo agora é a conscientização de cada pessoa para agir no fundo do seu quintal'', salientou.
Sabrina Ellen Trevisan, de 11 anos, era uma das alunas que parcipou das manifestações do dia D. ''A gente vai entregar bilhetinho (folhetos explicativos) na rua'', contou animada.
Como Sabrina, vários londrinenses voluntários se uniram para conscientizar a cidade. No Calçadão, um grupo de idosos ajudava na distribuição dos panfletos. Zeli dos Santos Patrício, de 68 anos, destacou que o trabalho estava sendo muito importante. ''As pessoas sabem, mas não tomam consciência'', justificou. Ela estava feliz com o trabalho voluntário, ''ajuda a elevar o espírito'', contou.
Alaide Fausta, 64 anos, lembrou que há três trabalha como voluntária para a secretaria do idoso. Mas uma questão estava em sua cabeça: ''Será que a gente vai conseguir acabar com a dengue?'', indagava. Ela disse que em seu bairro, no Jardim Maracanã (zona oeste), já teve alguns casos de dengue. ''O que precisa são as próprias pessoas terem consciência de limpar o quintal e a prefeitura carpir o mato'', ensinou.
Daniela Martins, 37 anos, passeava pelo calçadão com o filho Felipe de 8 anos. Na barraca montada pela Secretaria de Saúde no local, tinha um aquário que mostrava as fases de desenvolvimento do Aedes aegypti até se tranformar em mosquito e isso chamou a atenção do menino. Daniela destacou o alto índice da doença na cidade. ''Minha irmã é médica e diz que só está atendendo 'dengoso'. O pessoal precisa se informar'', disse.
Josiane Idiomar, 15, também estava preocupada com a dengue. Uma colega de escola contraiu a doença e ela contou que a professora foi explicar que era muito perigoso. ''Eu tinha medo porque achava que era contagioso, mas agora sei que não é'', observou.
Além desses locais, supermercados, Unidades Básicas de Saúde de vários bairros e escolas realizaram atividades. No terminal urbano, agentes davam explicações e distribuíam os folhetos. Na região, Jataizinho, Cambé, Miraselva, Tamarana, Sertanópolis e Cafeara se unirão a Londrina para combater a dengue.

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