Dia D contra a gripe tem adesão de oito mil londrinenses
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segunda-feira, 14 de maio de 2018
Rafael Machado<br>Grupo Folha 
A Secretaria Municipal de Saúde confirmou nesta segunda-feira (14) a aplicação de 8.154 vacinas em Londrina contra a gripe durante o Dia D, realizado em todo o Brasil no último sábado. Para o secretário responsável pela pasta, Felippe Machado, a movimentação nas unidades básicas da zona urbana, que ficaram abertas das 9h às 17h, foi satisfatório. "Em média, tivemos a procura de 200 pessoas por posto, um índice altamente positivo", avaliou.
Apesar da quantidade exata de doses executadas nos grupos prioritários ainda não ter sido divulgada, Machado acredita que os idosos continuam em primeiro lugar na lista de imunização. As gestantes, puérperas (mulheres que tiveram filhos há pouco tempo) e crianças de seis meses a cinco anos incompletos necessitam correr contra o tempo. A vacinação, que começou no dia 23 de abril, vai até 1º de junho. Machado já adiantou. "Não vamos prorrogar".

Para o secretário, a manutenção de certos mitos criados pelo dito popular, como a possibilidade da vacinar fazer mal, explica a baixa adesão das grávidas. "É importante se imunizar. A gripe pode levar a óbito", disse Machado, relembrando a morte de um homem de 55 anos. O resultado foi divulgado na semana passada pela Sesa (Secretaria Estadual de Saúde do Paraná).
Ele teria sido diagnosticado com um tipo da doença que não é alvo da iniciativa em 2018, que protege contra H2N3, H1N1 e Influenza B. Outras seis mortes foram identificadas em Foz do Iguaçu, Santa Terezinha do Itaipu, Santa Izabel do Oeste, Ampere e Cafezal do Sul. Com o balanço do último sábado, o número de londrinenses vacinados subiu para 168 mil. A recomendação do Ministério da Saúde é imunizar até 90% da população. "Acredito que temos um prazo razoável até o começo de junho, mas não podemos deixar pra última hora", salientou Felippe Machado.
Disponíveis gratuitamente em todas as unidades básicas, as vacinas podem ser aplicadas em pessoas acima de 60 anos, gestantes, puérperas, crianças de 6 meses a 5 anos incompletos, povos indígenas, profissionais da saúde, pessoas com doenças crônicas, detentos, funcionários de presídios e adolescentes, jovens que cumprem medidas socioeducativas e professores.


