Curitiba - O Paraná quer se manter fora do mapa da dengue. Para isso a Secretaria de Estado da Saúde (Sesa) definiu a data de ontem como o dia estadual de combate a dengue. Em Curitiba, agentes do programa municipal de controle à doença estiveram na Boca Maldita, no Centro, distribuindo panfletos e intensificando ações para combater a proliferação do Aedes aegypti, o mosquisto responsável por transmitir a doença. A campanha promoveu ações educativas e distribuiu material informativo.
Com o slogan ''Vamos Manter Curitiba Livre da Dengue'', a campanha está sendo realizada também outros municípios do Estado. Ontem, o secretário estadual da saúde, Gilberto Martin, lançou a campanha em Cambé, na região de Londrina -uma das mais afetadas pela dengue.
Em todo o Paraná, foram notificados 545 casos. Dos suspeitos, 11 casos foram confirmados, sendo nove autóctones (com transmissão no mesmo território) e dois importados -um de São Paulo e outro do Mato Grosso.
De acordo com o secretário, em informações divulgadas pela Agência Estadual de Notícias -o portal oficial do governo do Estado-, a redução de casos obtida em 2008 (em torno de 97%) só ocorreu devido ao trabalho conjunto desenvolvido em todo Estado, combinando ações estaduais e municipais. O secretário concluiu dizendo que o objetivo para 2009 é manter os baixos índices. Ações no carnaval e na volta às aulas estão programadas pelo governo.
A intensificação das campanhas ocorre por que o período entre janeiro e abril é considerado pelas autoridades como mais crítico para proliferação da doença. Os motivos são as chuvas intensas nessa época e a grande circulação de pessoas entre as regiões do País.
Mesmo com a elevação dos casos de dengue nos primeiros meses do ano, Curitiba está longe da situação de outras regiões do Brasil e do Paraná, como a norte e a sudoeste, onde o índice de casos é grande. No ano passado, a cidade registrou 569 notificações de casos de dengue. Desse total, 28 foram confirmados. Em todos, a contaminação aconteceu em locais fora de Curitiba, pois o município não registrou nenhuma contaminação originada em seus limites.
Os casos registrados em Curitiba são de pessoas que viajarem a regiões como o norte e oeste do Paraná, interior de São Paulo, Rio de Janeiro, Minais Gerais, Mato Grosso e Mato Grosso do Sul, onde o problema da dengue é mais graves.
Sintomas
A orientação dos coordenadores do Programa Municipal de Controle da Dengue é que as pessoas que viajaram para estas localidades devem ficar atentas e procurar uma unidade de saúde caso surjam sintomas como febre alta, mal estar, dor de cabeça e no fundo dos olhos, dor intensa no corpo, cansaço, com vômito e náuseas, manchas vermelhas no corpo.
No final do ano passado, a Secretaria Municipal da Saúde realizou o sexto Levantamento de Índice Rápido de Infestação (Lira) para dengue. A pesquisa, coordenada pelo Ministério da Saúde, foi amostral e realizada em 169 cidade do País. A intenção é identificar focos do Aedes aegypti, mosquito vetor da doença. Durante duas semanas, o Lira levou às ruas da Capital 150 agentes da dengue treinados. Eles verificaram a ocorrência de focos do inseto em 20 mil imóveis, entre residências, edifícios, estabelecimentos comerciais e de serviços.
Em agosto do ano passado, o governo estadual reativou os comitês municipais que atuam contra a proliferação da doença, realizando uma série de ações, como a distribuição de material informativos para população. A intenção é evitar uma epidemia de dengue como a de 2007. De acordo com a Secretaria Estadual de Saúde, em 2008, o Paraná notificou cerca de 17 mil casos (pessoas suspeitas de ter contraído a doença). Desses, 957 foram cofirmados. Em 2007, o Estado registrou mais de 45 mil casos. Desses, mais de 24.566 foram confirmados.

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