A juíza Flávia da Costa Vianna Teixeira, da 1ª Vara Criminal de Guarapuava, marcou para o dia 30, a partir das 13h30, o depoimento das 17 testemunhas que acusam a freira Anilse Terezinha Bianchini, 58 anos. A ação contra a religiosa foi movida pelo Ministério Público, que recebeu denúncias de que a irmã intermediou adoções irregulares, torturou crianças, coagiu testemunhas e falsificou documentos. A 18ª testemunha será ouvida em Prudentópolis, cidade onde reside.
Em seu depoimento, na última terça-feira, a freira assumiu a intermediação das adoções, mas alegou que cometia a ilegalidade para ajudar os casais que não podem ter filhos biológicos. A prática de tortura e coação de testemunhas ela negou.
Anilse está internada no Hospital Nossa Senhora de Belém. Os laudos médicos mostram que ela não precisa mais de tratamento hospitalar. Para a freira não voltar para a cadeira, a juíza terá que conceder o pedido de prisão domiciliar, feito pelo advogado de Anilse, Miguel Nicolau Júnior. Ele espera que a juíza se posicione hoje sobre o pedido.
Depois de ouvidas as testemunhas de acusação, serão chamadas a depor as testemunhas de defesa.

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