O caso do homem que mantém casal de idosos refém em um apartamento na Zona Sul de Londrina assustou os moradores na manhã desta terça-feira (11). A ocorrência começou por volta das 9h30, quando o homem teria entrado em surto, esfaqueado o cunhado e invadido o apartamento no 8ª andar do Residencial Quinta da Boa Vista 1. Por volta das 14h, dezenas de pessoas acompanhavam a ação ao lado de fora do condomínio, questionando os policiais sobre a situação e estado de saúde dos idosos.

O bloco onde aconteceu está interditado, com entrada mediante autorização e acompanhamento, informou Ricardo Eguedis, secretário municipal de Defesa Social de Londrina.

Uma residente que mora com os pais e preferiu não se identificar contou que ouviu sirenes cada vez mais frequentes a partir das 9h30. “Eles (pais) ficaram um pouco preocupados, ouvimos que alguém estava entrando em vários apartamentos, mas não sabíamos qual bloco ainda”, recordou a moradora, que disse conhecer o homem de vista. “Ele sempre está pelo condomínio com os filhos."

A jovem disse ainda que boa parte dos moradores do condomínio é idosa. “São todos muito queridos”, disse ela, preocupada com o casal mantido como refém.

Outra moradora disse que "todo mundo se conhece no prédio. Ninguém imaginou que isso podia acontecer”, completou.

O residencial é o primeiro de um conjunto de prédios com o mesmo nome - Quinta da Boa Vista - na região, com três torres, nove andares em cada uma e aproximadamente 200 moradores.

Daniel Silva, funcionário público aposentado, mora no residencial vizinho e está acompanhando a situação ao lado de fora do condomínio desde manhã. “Eu pensei que era uma ambulância, aí veio uma viatura, depois veio outra, eu olhei e estava cheio de polícia, falei ‘vou descer lá, que deve ter acontecido alguma coisa grave’. Quando eu vi a quantidade de polícia e os homens do Choque, pensei que não era acidente de trânsito, aconteceu alguma coisa pior”, detalhou.

“A gente espera que termine tudo bem, que tudo se resolva. Não é bom pra ninguém que haja uma fatalidade, sem nenhum perigo principalmente aos reféns”, espera o aposentado.

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