Curitiba - A preferência é que as crianças e adolescentes continuem em seus países de origem. Se não houver chance de adoção por famílias brasileiras, a oportunidade segue para estrangeiros com visto permanente no Brasil, brasileiros que moram no exterior e, por último, famílias de outros países. Esta determinação já era do Estatuto da Criança e do Adolescente (ECA) e também será regulamentada pela Lei Nacional da Adoção, que foi aprovada nesta semana pela Câmara dos Deputados.
Outra determinação é manter os irmãos unidos. ''As crianças menores só são adotadas se fizerem parte de um grupo de irmãos'', explica a coordenadora do Ceja, Jane Pereira Prestes. Em alguns casos, os irmãos são divididos por casais que moram na mesma cidade, para que o contato entre eles continue.
O contato com as famílias ocorre por intermédio de organizações credenciadas junto à Vara da Infância e Juventude. No Paraná, 10 instituições fazem essa articulação e, em todo o Brasil, são 31. Uma delas é a Rete Speranza, da Itália, que entre 2002 e 2005 realizou a adoção de 112 crianças paranaenses por famílias italianas.
Alex Sandro Nunes de Almeida, da Rete Speranza no Paraná, defende as adoções internacionais. ''Às vezes as pessoas olham com tanto preconceito para a adoção internacional e não olham para a parte da criança num lar. Um instituto é um lar temporário, mas não deve ser uma coisa definitiva na vida da criança.'' (C.G.B.)

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