As estimativas da Sociedade Brasileira de Endocrinologia e Metabolismo são alarmantes: 10 milhões de brasileiros têm nódulos em tireóide. Mas a grande maioria é benigna e não traz grandes prejuízos à saúde. Basta realizar um diagnóstico adequado, por meio de exame clínico (palpação) ou de imagem (ultrassonografia). O tamanho desses ''caroços'' varia de alguns milímetros até centímetros. ''Muitas vezes, os nódulos não causam sintomas, por isso nem necessitam de tratamento. Mas pode acontecer de o nódulo causar hipertireoidismo, o que exigirá tratamento'', informa o endocrinologista Leandro Diehl.
Questionado sobre o câncer de tireóide, ele responde que de cada 20 casos de nódulos apenas um é maligno, porém isso não significa que os médicos não devam dar total atenção aos nódulos. ''O câncer de tireóide tem crescimento lento. Com tratamento correto e ágil as chances de cura são superiores a 90%'', salienta.
Uma biópsia do nódulo suspeito - o material é retirado por meio de uma punção aspirativa - é o melhor meio para diagnosticar se o caso é maligno. As principais características que tornam um nódulo ''suspeito'' são: crescimento rápido, consistência sólida e dor local. Se outros membros da família já tiverem apresentado câncer de tireóide a situação se torna mais preocupante.
Exposições excessivas à radiação, como o Raio-X, e o fator genético são as causas mais conhecidas para câncer de tireóide.

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