Sezifredo Paz, superintendente de Vigilância em Saúde da Secretaria de Estado da Saúde do Paraná (Sesa), apontou que o repasse do Ministério para combate a doenças negligenciadas visa mais dar um incentivo para municípios com situações consideradas prioritárias.
''É questionável, porque deveria ser um incentivo permanente. Para Curitiba, um recurso de R$ 100 mil para ações para a hanseníase é pouco'', criticou o superintendente. ''Todo recurso que vem é importante. Mas é claro que esse não é um financiamento ideal.'' Paz alegou que a Sesa vem desenvolvendo ações específicas de combate a doenças negligenciadas e que este ano o Governo do Paraná vai cumprir a Emenda 29, que determina aplicação de 12% do orçamento do Estado em saúde.
Procuradas pela FOLHA, as secretarias municipais de Saúde de Boa Vista da Aparecida (Oeste), Rio Bonito do Iguaçu (Centro-Sul) e Ramilândia (Oeste) informaram que todos os documentos para o desenvolvimento das ações contra tracoma foram encaminhados ao ministério através das respectivas regionais de saúde.
''Não tinha informação de que era necessário assinar alguma adesão. O ministério não nos falou nada. Nós estamos esperando esse recurso'', apontou o secretário municipal de Saúde de Rio Bonito do Iguaçu, Valdecir Valicki, que afirmou que iria ''verificar a situação''. ''Não tenho informação (de que a verba não será liberada). O que nos tinham dito é que o recurso viria em abril'', relatou o secretário Vilson Bonamigo, de Ramilândia.
A Secretaria de Saúde de Cerro Azul (Região Metropolitana de Curitiba) não deu retorno ao pedido de informações feito pela FOLHA. (F.G.)

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