Detran tenta solução para impasse
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terça-feira, 09 de março de 1999
ArquivoCésar Franco vai ao DenatranVivian de Albuquerque 
Acontece hoje, em Brasília, o encontro entre o diretor geral do Detran do Paraná, César Franco, e a presidência do Denatran, o Departamento Nacional de Trânsito. O encontro serve para discutir vários problemas que surgiram no Estado desde a implantação dos chamados Centros de Formação de Motoristas.
Desde o início da semana, e por um prazo de sete dias, estão suspensas, no Paraná, a emissão de novas carteiras e todas as alterações que vinham sendo feitas no sistema de habilitação de motoristas, desde o dia 1º de março, quando as auto-escolas passaram a atuar como centros.
Entre as reivindicações que estão sendo apresentadas hoje, estão questões como o preço das aulas ministradas nos centros, a exigência de curso superior para os diretores e a redução da nova carga horária, que é de 45 horas.
São pontos que discutimos com os representantes das antigas auto-escolas, explica Franco. Trinta horas de aula teórica é muito tempo. Para quem trabalha e estuda, fica muito difícil cumprir a carga horária. O nosso medo é que alguns centros passem a vender os certificados para estas pessoas, cobrando um preço um pouco mais barato.
Segundo o diretor geral, o problema se reflete também no preço das aulas. Como não há um tabelamento máximo, os centros ainda estão perdidos com relação aos valores, chegando a cobrar até R$ 25,00 por hora/aula.Isso é uma coisa que eles mesmos terão que discutir com a presidência do Denatran, explica Franco. Nós continuameos com os mesmos valores. Com os mesmos R$ 80,00, a pessoa vem e tira a sua carteira. Mas o que ela precisa entender é que agora é obrigada a passar por um centro de formação e que eles vão cobrar por isso.
Quanto a questão do curso superior para os diretores, Franco prefere explicar o porquê da preocupação do Detran. Segundo ele, se já é difícil ter diretores formados em Curitiba, pior ainda será no interior do Estado. É só imaginar um lugar como Palmital, exemplifica ele. Não há como ter diretores formados lá, em cada centro. E o que é pior, se isso já é difícil aqui no Paraná, que é um dos Estados mais avançados em termos de habilitação de motoristas, imagine nos outros.
A idéia é voltar do denatran, ou com uma solução, ou com um prazo maior do que uma semana de suspensão, até que sejam resolvidos todos os problemas. No Estado, das 409 auto-escolas que foram transformadas em centros de formação, apenas 30 têm condições de obedecer aos novos critérios do Denatran.


