Acontece hoje, em Brasília, o encontro entre o diretor geral do Detran do Paraná, César Franco, e a presidência do Denatran, o Departamento Nacional de Trânsito. O encontro serve para discutir vários problemas que surgiram no Estado desde a implantação dos chamados Centros de Formação de Motoristas.
Desde o início da semana, e por um prazo de sete dias, estão suspensas, no Paraná, a emissão de novas carteiras e todas as alterações que vinham sendo feitas no sistema de habilitação de motoristas, desde o dia 1º de março, quando as auto-escolas passaram a atuar como centros.
Entre as reivindicações que estão sendo apresentadas hoje, estão questões como o preço das aulas ministradas nos centros, a exigência de curso superior para os diretores e a redução da nova carga horária, que é de 45 horas.
‘‘São pontos que discutimos com os representantes das antigas auto-escolas’’, explica Franco. ‘‘Trinta horas de aula teórica é muito tempo. Para quem trabalha e estuda, fica muito difícil cumprir a carga horária. O nosso medo é que alguns centros passem a vender os certificados para estas pessoas, cobrando um preço um pouco mais barato’’.
Segundo o diretor geral, o problema se reflete também no preço das aulas. Como não há um tabelamento máximo, os centros ainda estão perdidos com relação aos valores, chegando a cobrar até R$ 25,00 por hora/aula.‘‘Isso é uma coisa que eles mesmos terão que discutir com a presidência do Denatran’’, explica Franco. ‘‘Nós continuameos com os mesmos valores. Com os mesmos R$ 80,00, a pessoa vem e tira a sua carteira. Mas o que ela precisa entender é que agora é obrigada a passar por um centro de formação e que eles vão cobrar por isso’’.
Quanto a questão do curso superior para os diretores, Franco prefere explicar o porquê da preocupação do Detran. Segundo ele, se já é difícil ter diretores formados em Curitiba, pior ainda será no interior do Estado. ‘‘É só imaginar um lugar como Palmital’’, exemplifica ele. ‘‘Não há como ter diretores formados lá, em cada centro. E o que é pior, se isso já é difícil aqui no Paraná, que é um dos Estados mais avançados em termos de habilitação de motoristas, imagine nos outros’’.
A idéia é voltar do denatran, ou com uma solução, ou com um prazo maior do que uma semana de suspensão, até que sejam resolvidos todos os problemas. No Estado, das 409 auto-escolas que foram transformadas em centros de formação, apenas 30 têm condições de obedecer aos novos critérios do Denatran.

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