Começam a ser cobradas hoje em Foz do Iguaçu as multas aplicadas a paraguaios e argentinos que infringiram as leis de trânsito brasileiras. Dois caminhões contendo equipamentos ligados à rede de computadores do Detran-PR foram montados ontem nas aduanas onde são fiscalizados documentos de argentinos e paraguaios que retornam ao seu país de origem.
Os escritórios itinerantes foram montados perto das pontes da Amizade (Brasil/Paraguai) e Tancredo Neves (Brasil/Argentina). Além de funcionários do Detran, a vistoria dos carros estrangeiros contará com a participação de policiais rodoviários federais e de agentes do Instituto de Transporte e Trânsito de Foz do Iguaçu (Foztrans), totalizando dez pessoas em cada local.
Os técnicos que finalizavam ontem as conexões entre a unidade móvel e os cadastros do Registro Nacional de Carteiras de Habilitação (Renach) e Registro Nacional de Veículos (Renavan), informaram que a operação poderá ser realizada a partir desta manhã na saída que dá acesso ao Paraguai. Quanto à fiscalização na aduana argentina, a falta de cabos telefônicos no local deve atrasar o início do trabalho. Desde agosto do ano passado, o Foztrans incluiu suas informações na rede dos Detrans e Ciretrans do Paraná e também de Santa Catarina e Rio Grande do Sul, inclusive com dados sobre motoristas vindos do exterior. Mesmo sendo uma determinação imposta há seis meses, o recolhimento está previsto no Código de Trânsito Brasileiro (CTB), criado há 4 anos.
Até o final de 2000, a soma das multas de estrangeiros inadimplentes em Foz do Iguaçu chegava a R$ 650 mil. O presidente do Foztrans, Rui Golin, disse que atualmente existem cerca de 300 veículos cadastrados com mais de 10 multas não recolhidas, a maioria com placas paraguaias.
Na primeira semana de funcionamento, a fiscalização será feita por amostragem. Outro sistema que está sendo estudado pretende manter policiais com rádios informando o número das placas enquanto os carros aguardam a passagem pela ponte.

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