O número de veículos apreendidos no Detran aumenta cerca de 10% a 15% ao ano, segundo o coordenador de veículos, Marcos César Tozin. São hoje cerca de 500 veículos, o que praticamente lota o pátio do Detran. Isso ocorre, segundo ele, devido ao aumento em 25% da frota de veículos nos últimos dois anos (são 560 mil veículos circulando hoje na cidade) e à maior atuação do BPTran, que através de blitz encaminha os carros com irregularidades ao Detran.
Para evitar o acúmulo de carros, haverá um leilão no início do ano, quando serão vendidos cerca de 400 veículos. Normalmente o leilão ocorre a cada ano, mas no mês passado, o Detran já realizou um leilão. ‘‘O volume de carros apreendidos é muito grande e nossa meta é agilizar a liberação para os donos’’, diz Tozin.
O tempo de liberação hoje é de 48 horas. Mas devido à informatização das Ciretrans e ao recadastramento de todos os proprietários de veículos, a partir do ano que vem a liberação ocorrerá no mesmo dia, após o pagamento das taxas e apresentação da documentação pelo proprietário, garante Tozin.
A apreensão de veículos é feita em várias situações, mas os casos mais frequentes são de direção perigosa, embriaguês, entrega do volante a menores de idade. Quando o motorista se envolve em acidentes e o carro apresenta suspeitas também ocorre a apreensão. Há casos ainda de apreensão por questão judicial, como bloqueio, penhora, partilha de bens, busca e apreensão. Os casos de veículos furtados, que não podem ser identificados por falta de chassis ou documentação, são poucos - cerca de 20 carros.
Há veículos que estão no pátio do Detran desde 94, segundo o chefe de Divisão da 1ª Ciretran, Mário Costa Guimarães. Cerca de 50% dos veículos apreendidos, diz, são sucatas. No leilão do mês passado, dos 220 veículos, apenas 15 foram vendidos com documentação, sendo o restante vendido como sucata. Esse índice deverá se repetir no leilão de 97, prevê Guimarães.
Como são velhos, muitos carros acabam ficando no pátio porque o dono acha mais econômico abrir mão do veículo do que quitar as dívidas ou multas para liberação. Casos assim, diz Guimarães, têm aumentando nos últimos anos. ‘‘Os proprietários estão sem dinheiro para regularizar a situação do carro’’, acredita. Os carros mais novos normalmente são de 81 e 82.

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