Detran cadastra 288 auto-escolas
PUBLICAÇÃO
quinta-feira, 25 de março de 1999
Anna Camanducaia 
O Departamento Estadual de Trânsito do Paraná (Detran-PR) esperava ter cadastrado 288 auto-escolas até ontem ao meio-dia - último prazo para apresentar a documentação que permite a atuação delas como Centros de Formação de Condutores (CFC). A meta inicial do diretor do Detran-PR, César Franco, era conseguir 200 CFCs, apesar de o Paraná ter 409 auto-escolas.
Segundo o coordenador de Habilitação do Detran-PR, Osvaldo Maçaneiro Júnior, muitas auto-escolas não se cadastraram por falta de documentação, taxas não recolhidas junto ao banco, e por não terem os veículos aprovados nas vistorias. As auto-escolas que não apresentaram documentação dentro do prazo poderão ainda levar o processo ao Detran-PR, que encaminhará ao Departamento Nacional de Trânsito (Denatran) para aprovação. As empresas que não se credenciarem não poderão mais atuar no mercado.
A criação dos CFCs foi determinada, em novembro, na resolução 74/98 do Denatran. Com a abertura dos centros, o candidato a primeira habilitação passa a ser obrigado a fazer 30 horas de aula teórica e 15 de aula prática. O preço máximo para a aula teórica deve ser de R$ 2,50 e a prática, R$ 15. As auto-escolas dizem que o movimento poderá diminuir por causa do preço, mas Maçaneiro Júnior afirma que Senai, Sesc, Senac, Senat e Sesi serão credenciados como CFCs para oferecer preços mais acessíveis para a população que não tem condições de pagar.
Dúvidas - As auto-escolas não sabem o que vai acontecer com a mudança para CFCs. O dono da auto-escola 2000, de Curitiba, Gilberto Morciani, acha que o movimento vai diminuir em 50% e que podem ocorrer demissões. Há necessidade dessa mudança para melhorar o trânsito, mas isso vai causar impacto no primeiro momento, disse Morciani. Com o tempo, é provável que a procura volte ao normal.
O dono da auto-escola Sol Nascente, de Açaí (Norte do Paraná), Silvio Ravagnani, acredita que vai ter mais custos com a mudança. Terei que ter instrutores teóricos para dar as aulas, afirmou. Segundo ele, também vai ser difícil driblar a redução de clientes e lucros. Haverá dificuldades para os usuários. Daqui a pouco, eles terão que fazer uma poupança para tirar a carteira de habilitação.


