Três homens estão presos na 16ª Subdivisão Policial de Campo Mourão por suspeita de participação no atentado contra a advogada Mary Fragoso Veras, 38, ocorrido em março deste ano. A advogada levou dois tiros à queima-roupa, mas conseguiu sobreviver. Outros três disparos não atingiram o corpo dela. Os três suspeitos estão com prisão temporária decretada por 30 dias. Um quarto suspeito não foi localizado pela polícia.
Os três que estão presos são Donizete Felix da Silva, José Melles da Silva, o ‘‘Zé Bi钒, e Benício Barbosa da Silva, o ‘‘Benézio’’. Donizete é dono de um Verona cinza escuro, que pode ser o mesmo que foi visto saindo em disparada do local do crime na noite de 11 de março. Zé Bié é acusado de ter procurado uma enfermeira da Unidade de Terapia Intensiva (UTI) da Central Hospitalar para pedir a ela que desligasse os aparelhos que mantinham a advogada viva após o atentado.
Todos negam participação no caso. O delegado Lindomar Alves Júnior, que cuida do caso, trabalha com a hipótese de envolvimento de uma quinta pessoa, Mohamd Abdu Karin Sate, que está preso por tráfico de drogas. Uma das hipóteses é que Mohamd tenha encomendado o crime porque teria sido denunciado à polícia pela advogada. Mohamd é amigo de Donizete. Ele nega participação no crime e também nega que suspeite que tenha sido denunciado por Mary.
Donizete também se tornou suspeito porque teria pedido a um grupo de pessoas que prestassem depoimento dizendo que ele estava na lanchonete do Bigode na hora do crime. O próprio dono da lanchonete, Wilson Serafim Borges, o ‘‘Bigode’’, que chegou a confirmar essa versão, desmentiu, em novo depoimento, que Donizete estivesse no estabelecimento naquele dia. Ontem, o delegado tentava evitar que a prisão dos três fosse relaxada.

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