A Polícia Militar de Londrina prendeu ontem mais três pessoas suspeitas de integrar uma quadrilha de assaltantes de ônibus que opera no Norte do Estado. Segundo informações do tenente Gustavo Hauenstein, do Grupo Águia, Claudemar Alvelino da Silva, 25 anos, Marcos Antônio Paulista, 20, e Valmir do Amaral Mello, 28, confessaram fazer parte do grupo. Anteontem, a PM já havia prendido outros dois suspeitos.
Os dois últimos supostos integrantes do grupo, que seriam os líderes das ações, ainda não foram presos. De acordo com Hauenstein, Silva e Paulista foram detidos num posto na Avenida Saul Elkind (Zona Norte), ontem pela madrugada. ''Eles estavam no local se protegendo da chuva. Como estavam muito sujos, as pessoas suspeitaram e acionaram a PM. Uma viatura deteve os dois e nos avisou'', explicou o tenente.
Segundo Hauenstein, os dois detidos disseram que faziam parte da quadrilha e afirmaram que tinham armas escondidas numa área próxima ao Patrimônio Heimtal (Zona Norte). O Grupo Águia estive no local, um matagal alto, mas não conseguiu localizar nenhum armamento.
Já Mello foi preso pela manhã na rodoviária de Sertanópolis (40 km ao norte de Londrina). ''Recebemos informações de que uma pessoa suspeita tinha sido vista numa lanchonete no quilômetro 56 da PR-323, e que ela teria pêgo um ônibus para Sertanópolis. Fomos à rodoviária da cidade e detivemos o suspeito, que estava para embarcar num ônibus que ia para Curitiba'', informou o tenente. De acordo com Hauenstein, Mello estava com um revólver 32 com numeração raspada.
Os três suspeitos tiveram prisão preventiva decretada pelo delegado de Sertanópolis. Hauenstein disse que fotos dos detidos serão enviadas para os outros núcleos do Grupo Águia em todo o Estado, para que seja apontado se os jovens são suspeitos de outros crimes. Segundo o tenente, a quadrilha sempre seguia o mesmo modus operandi: os assaltantes tomavam um caminhão, cujo motorista era mantido refém, e em seguida deixavam o veículo atravessado na pista da rodovia, para obrigar o ônibus-alvo a parar. Em seguida, realizavam o assalto.
Hauenstein disse que três assaltos do tipo foram realizados no Norte do Estado desde o início do ano, e que houve pelo menos quatro tentativas frustradas. ''Mas não podemos apontar se os membros dessa quadrilha foram responsáveis por todos esses crimes. Podem haver outros grupos'', explicou o tenente.

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